
Por Silvia Agostini.
Nesta quarta-feira (3), servidores públicos estaduais de treze órgãos da administração direta, indireta, autarquias e fundações realizam ato público e assembleia geral extraordinária a partir das 13h30, em frente à Fundação Catarinense de Educação Especial, no bairro Roçado, em São José, para reivindicar valorização e o fim da discriminação salarial.
A mobilização foi convocada pelo SINTESPE (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Estadual de SC) com apoio de associações desses profissionais para chamar a atenção do governador Jorginho Mello, que estará presente na Fundação para inaugurar o novo prédio em construção há anos.
Embora façam parte do mesmo quadro da lei 676/2016, ocupando os mesmos cargos e cumprindo as mesmas funções, servidores da FCC, FCEE, FESPORTE, FAPESC, SAR, SAS, SICOS, SEMAE, SETUR, SUDESC, técnicos administrativos da PCPMSC, do CBMSC e da SED recebem salários rebaixados em comparação ao que é pago em outros órgãos.
Enquanto tramitam projetos de lei do governo que concedem gratificações a colegas de outras secretarias, esses quase 3700 ficaram de fora dos projetos. Após mais de dez anos em luta, em abril deste ano, eles finalmente conseguiram receber uma segunda gratificação (paga em duas parcelas maio de 2025 e abril de 2026) equiparando seus salários a uma parte da categoria e agora não há nenhum projeto em benefício para eles.
A carta, assinada pela presidente do SINTESPE, Marlete Gonzaga, e o representante de comissão dos servidores, Alzemi Machado, afirma que o impacto financeiro não põe o orçamento do governo em risco de chegar ao Limite da Lei de Responsabilidade Fiscal e reforça que a valorização não se constrói dividindo servidores, e sim garantindo isonomia para todos que exercem o mesmo trabalho.





