Por Zeca Pires.
O comercial do centenário da Ponte Hercílio Luz, alardeado como uma “obra magistral” de IA, configura um grave desrespeito da Prefeitura com a classe artística local.
Quero deixar claro: não desprezo as novas tecnologias. Como realizador, entendo que a IA é uma ferramenta poderosa e que veio para ficar — assim como reconheço o profissionalismo de Fábio Veiga. No entanto, o que está em jogo aqui é a substituição do capital humano pela frieza do algoritmo em um momento de celebração histórica.
É inadmissível que o maior símbolo de Santa Catarina seja representado por imagens artificiais e pasteurizadas, que retiram o espaço e a pulsação dos nossos artistas. Tratar o apagamento da cultura local como “avanço” é um erro que não podemos aceitar. Inovação sem humanidade e emoção é retrocesso cultural; nossa história exige a sensibilidade de quem vive e respira a nossa terra.
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