
“Paraíba, meu amor, eu estava de saída, mas eu vou ficar” (Chico César).
“Hoje eu mando um abraço pra ti” Palestina (Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga)
O Cabra é prefeito na capital da Paraíba de um partido que apoiou (por conivência, omissão, cumplicidade ou propósito) a morte de brasileiros na pandemia. Foi uma Sindemia, na verdade, mas isso ninguém quer falar.
“E daí? Eu não sou coveiro”. Falou o ex-presidente Dele (do Cabra), hoje réu, inelegível.
O Cabra assiste ao vivo na TV uma menina palestina, órfã e faminta, com a cabeça ensanguentada por um míssil que veio do país ao lado, que só quer matá-la. Mas, vai lá. Gastar…
O Cabra viaja pro país aquele, ao lado da Palestina, com dinheiro público e direito a beber vinho Kosher, vinho bom, de luxo. Bem ao lado do Genocídio daquela menina. Vai dizer que não sabe?
O Cabra é alertado que o sionazifascismo não somente é bem financiado, como também sustenta um lobby mundial com muito dinheiro, inclusive para comprar políticos brasileiros de esquerda (quanto mais da extrema direita?). Não foi o nosso Senado que acabou de assinar um Acordo de Amizade com os Genocidas? Tá vigente e eu não esqueci nem vou esquecer dessa desgraça. Foi com o voto favorável do líder da bancada do partido que eu ajudei a eleger. Tá vigente, sim.
O Cabra vai prum hotel de luxo, de um Estado cujo exército é capaz de fazer churrasco na fronteira somente para que o cheirinho da carne de bode assado chegue ao nariz desesperado daquela menina palestina, órfã, esfomeada e bombardeada. O que é mesmo isso que eles chamam de Terrorismo?
Durante a sua bela estada, muito bem financiada, o Estado Terrorista do país que abriga O Cabra, ultrapassa todas as fronteiras e bombardeia, longe, um país distante, o Irã, com a mesma desculpa de sentir-se ameaçado. Imagine se qualquer país ameaçado decidir bombardear o país que ele diz que o ameaça! E debaixo do nariz da ONU! Coitadinho do Cabra.
O Cabra tem a suja mão ensaguentada de cumplicidade. E a cara-de-pau, deslavada, de pedir ajuda ao MRE (imóvel e) imobilizado, cobrado por todos os lados por vacilar ao não ter rompido ainda com o sionazifascismo, desde o ano passado.
E se ainda faltam motivos, ou se for por falta de boicote ao vinho Kosher produzido em Israel… Se o MRE já tivesse rompido todas as relações diplomáticas com o Estado Genocida, como até pediu o Chico Buarque, antes de ser internado, o Cabra não teria viajado e nem conseguiria embarcar pra lá.
Agooora, se o cabra morre (deusulivre) como um rato escondido, covarde como um Bolsonaro, no porão de um hotel de luxo, devido a qualquer bombardeio iraniano, quase igual ao míssil aquele que assassinou milhares de meninas palestinas órfãs, ensanguentadas, famintas, desesperadas, como aquela, o ex-presidente dele dirá: “E daí? Eu não sou coveiro”.
Aquele abraço. Pra vocês e pra Palestina. Não pra (como eu digo lá na minha Paraíba) esse cabra-safado.
@1flaviocarvalho, @amaconaima, sociólogo e escritor. Barcelona, 13 de junho de 2025.

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