O “acerto” de Flávio Bolsonaro com as milícias

Flávio cometeu ao menos dois crimes

Por Pio Redondo.

Ontem, 16/3, Valdemar da Costa Neto confirmou um dos motivos da relação de Flávio Bolsonaro com as milícias e, ao tentar justificar, nem notou a gravidade do que disse.

Em um programa de entrevistas, Daniela Lima questionou o presidente do PL sobre esse fato e, em especial, a relação com Adriano da Nóbrega, o ex-pm matador de aluguel.

Esse que foi o principal chefe do ‘negócio’ dos assassinatos por encomenda no Rio emplacou a própria mãe e a mulher como funcionárias bem pagas do gabinete do então deputado Flávio Bolsonaro.

E o que respondeu Valdemar, amigo da família Bolsonaro? Que pra fazer campanha em áreas de milícias é preciso “ter contato”.

No caso de Flávio, houve bem mais que isso: “contato” foi o acerto de empregos públicos a parentes do assassino-mor, em troca de campanha por votos em áreas controladas por milicianos.

Por essa declaração de ‘dentro’, Flávio cometeu ao menos dois crimes. O de se aliar ao crime organizado no Rio com benefício direto – eleitoral e financeiro- e uso ilícito da máquina pública para favorecer o chefe do ‘negócio’ tenebroso, em troca de votos.

Daniela Lima ainda lembrou que o então deputado, que se elegeu senador na mesma base, visitava milicianos presos como forma de apoio.

Adriano foi executado na Bahia mas, certamente, no Rio, ainda há quem conheça toda a extensão do ‘contato’ com gente que extorque pobres e mata por dinheiro.

Pio Redondo é jornalista investigativo.

 

 

 

 


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