O Governo da Espanha procedeu à demissão da sua embaixadora em Israel, Ana Sálomon, que foi chamada para consultas no passado mês de setembro, pelo que o país terá de nomear um novo chefe de missão quando desejar recuperar a representação a esse nível no país sionista.
A demissão de Sálomon foi publicada nesta quarta-feira no Boletim Oficial do Estado (BOE), por proposta do ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação espanhol, José Manuel Albares, e após deliberação do Conselho de Ministros na terça-feira.
A diplomata assumiu o cargo em julho de 2021 e foi chamada para consultas no dia 8 de setembro, em reação às acusações de antissemitismo contra a Espanha e às medidas de Tel Aviv contra a ministra do Trabalho, Yolanda Díaz, e a ministra da Infância e Juventude, Sira Rego.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reagiu contra a Espanha após as nove medidas anunciadas pelo presidente espanhol, Pedro Sánchez, para frear o “genocídio” na Faixa de Gaza, perseguir seus executores e apoiar o povo palestino.
A Espanha tem sido um dos países que mais criticou a agressão israelense na Faixa de Gaza, um conflito que já dura mais de dois anos e que o governo espanhol não hesitou em qualificar, em várias ocasiões, como genocídio. Desde então, as relações entre os dois países têm sido muito tensas e ocorreram vários confrontos diplomáticos.
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