
Sem qualquer anúncio, na manhã desta sexta-feira, 17/10, a Escola do Mar, projeto que já foi exemplo de trabalho educacional, teve sua sede demolida. Localizada na praia de Canasvieiras, o prédio estava interditado desde o início de 2025, após seguidos anos de desfinanciamento do projeto.
Para 2025 havia R$ 800 mil destinados ao projeto na Lei Orçamentária Anual (LOA), porém, até agora nada foi executado. “E a menos de três meses do final do ano, é bastante provável que nenhum centavo seja destinado para a Escola do Mar”, afirma o Vereador Bruno Ziliotto, que já fez falas em plenário sobre o tema e presenciou a demolição.
Após a interdição, foi criado o Comitê em Defesa da Escola do Mar, que começou um abaixo-assinado com o objetivo de pressionar para a ampliação e recuperação da Escola do Mar, mantendo-a pública e com investimentos. Agora, com a demolição, integrantes do Comitê se dizem pessimistas e indignados com a possibilidade da Escola do Mar ser extinta.
Ziliotto resume da seguinte maneira o sentimento de incredulidade que tomou conta de quem estava presente durante a demolição; “Agora, com a destruição, a comunidade precisa pressionar ainda mais por essas perguntas: Onde estão os R$ 800 mil da Escola do Mar? Onde está a ordem de serviço para essa demolição? De onde partiu a ordem para a destruição da sede? O que será feito desse importante projeto?”
Até o fechamento desta matéria a Prefeitura ou a Secretaria de Educação não se pronunciaram sobre o motivo da demolição da sede da Escola do Mar.
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