Eleições na Bolívia: Evo Morales é impedido de votar na Argentina; Tensões começam a surgir no país

Foto: Anadolu Agency
Apesar da votação ter transcorrido com normalidade na maior parte do dia, observadores internacionais apontam aumento de tensões no entardecer

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O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, não pôde exercer seu direito ao voto neste domingo (18) diante das eleições gerais que acontece no país por ter sido inabilitado pelo Tribunal Superior Eleitoral, segundo comunicado de sua assessoria de imprensa. A votação têm transcorrido com normalidade, mas tensões começam a surgir.

“O ex-presidente do Estado Plurinacional da Bolívia, Evo Morales Ayma, não cumprirá nenhuma agenda pública durante este 18 de outubro e não poderá exercer seu direito de voto devido à desqualificação, por motivos políticos, que o impediu de se registrar em Buenos Aires”, disse a assessoria em nota.

Apesar da impossibilidade de exercer seu voto, o ex-presidente pediu que seus apoiadores não caiam em provocação e que as Forças Armadas cumpram seu papel constitucional. O candidato do partido de Morales, o MAS-IPSP, é Luis Arce, ex-ministro de seu governo. Ele aparece com chances de vencer em primeiro turno.

“As eleições devem ser sempre um partido democrático no qual nos encontramos novamente para além das diferenças. Nossa diversidade é a riqueza de nossa identidade e é a fonte de nossa unidade”, disse o ex-presidente no Twitter.

“Quero pedir-lhes que não caia em qualquer tipo de provocação. A grande lição que nunca devemos esquecer é que a violência só gera violência e que com ela todos perdemos. […] Conclamo as Forças Armadas e a Polícia Boliviana a cumprirem fielmente seu importantíssimo papel institucional e constitucional”, disse ainda.

Aumento de tensões

Apesar de algumas tensões ocorridas na manhã no país e em seções eleitorais no exterior, a votação tem transcorrido com normalidade na parte da tarde, segundo observadores internacionais. “A votação foi pacífica e ordeira e é muito importante que mantenhamos a paciência”, disse David Adler, observador da Internacional Progressista.

A entidade, no entanto, apontou para um aumento de tensões no fim do dia. “Conforme as horas passam, as tensões começam a aumentar. A contagem final exigirá a transparência absoluta do TSE e vigilância contra as forças armadas chamadas a mediar”, afirmou.

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