Veras abre rodas de conversa, neste sábado, sobre maneiras de estar no mundo

Agricultura familiar, agroecologia e cosmovisão indígena pautam os assuntos nas rodas do Centro Cultural Veras neste sábado. No domingo, mais atividades gratuitas para a criançada e adultos

A relação com a Terra, com o alimento, com a ancestralidade e com todos os seres viventes. O Centro Cultural Veras dedica a programação deste sábado(22), para experiências e trocas que ampliam a percepção sobre a vida.

Às 15h, a roda abre com o tema “O fortalecimento da comercialização da agricultura familiar e agroecológica” com os convidados Márcio Reis, idealizador do projeto Açaí Barbacuá, e Beatriz Zanini, do Laboratório de Educação do Campo e Estudos da Reforma Agrária, pesquisadora da produção de sementes agroecológicas em Santa Catarina.

Ingrid Sateré Mawé – Foto Rede Social

Ampliar a percepção sobre a vida a partir da cosmovisão indígena no Brasil contará com a vivência de Ingrid Sateré Mawé, da Articulação Nacional das Mulheres Guerreiras da Ancestralidade – ANMIGA e colunista do @portal.desacato, e de Txuli Gakran da etnia Xokleng estudante universitário da Educação do Campo – UFSC. Com mediação do fotógrafo e documentarista Tobias Costa, o bate-papo começa às 16h.

Baseados na ética de interconectividade entre seres humanos, seres não humanos, paisagens e espíritos, a visão de mundo indigena reconhece todas as formas de vida como igualmente importantes dentro de uma teia complexa de relações. Os territórios indígenas são compreendidos como sagrados, carregando consigo a preservação do meio ambiente, a memória, o conhecimento e a sabedoria acumulados ao longo de gerações.

Às 17h30, será exibido o filme do cineasta Siã Huni Kuî  Sales Frutos da Aliança dos Povos da Floresta (1987), que retrata a luta dos povos Huni Kuî,  do Acre, pela demarcação de suas terras e a libertação do regime escravagista da borracha, partindo do encontro com  Chico Mendes e sua organização de trabalhadores rurais da floresta. Através do olhar do primeiro cineasta indígena conhecemos todos os frutos que foram colhidos nessa luta vitoriosa, que tem como pano de fundo a constituinte de 89.

No domingo (23), o Veras oferece mais atividades para o público. Das 10h30 às 12h, a criançada vai se divertir com o Ateliê de Desenho e Animação com Eduardo Albuquerque e Diego de Los Campos. À tarde, das 14h às 18h, o artista Vinicius Flores convida à produção de cartazes abolicionistas em xilogravura. No mesmo horário, das 14h às 18h, tem ainda a Estação Carimbar para crianças com Marceli Bengarda. E, por fim, das 15h às 17h, a ação com os artistas Anna Moraes e Diego de Los Campos de Experimentação em Stop Motion. Toda a programação é gratuita.

Programação completa

Sábado (22/07)

10 às 19h – Residência Rogerio Duarte

Ateliê Aberto com Alice Ricci, Coletivo 7 mulheres, Samuel Casal e Tobias Costa

10h30 às 12h – Desenho Infantil

Oficina para crianças com Flávia Duzzo

11h30 às 15h – Cantina Ananda

Prato do dia Feijoada Vegana

14h30 às 16h – Indigo Vegetal

Ação com Anileiras da Ilha

16h às 19h – Cultura Território e Ancestralidade

Conversa com Beatriz Zanini, Ingrid Santare Mawe, Marcio Reis, Txuli Gakran Xokleng com mediação de Tobias Costa.

Domingo (23/07)

10 às 19h – Residência Rogerio Duarte

Ateliê Aberto com Alice Ricci, Coletivo 7 mulheres, Samuel Casal e Tobias Costa

10h30 às 12h – Ateliê de Desenho e Animação com Eduardo Albuquerque e Diego de Los Campos

11h30 às 19h – Cantina Ananda

14h às 18h – Produção de Cartazes Abolicionistas em Xilogravura com Vinicius Flores

14h às 18h – Estação Carimbar para crianças com Marceli Bengarda

15h as 17h – Experimentacao em Stop Motion

Ação com Anna Moraes e Diego de Los Campos

Centro Cultural Veras

Rua Veras Linhares de Andrade, 2064, Córrego Grande. Florianópolis

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