
Por Jorge Majfud.
Trump está tentando acostumar os americanos e o mundo à ideia de uma intervenção na Venezuela que lhes custaria uma guerra civil e um banho de sangue, somando-se ao já prolongado crime da guerra comercial, financeira e midiática.
Enquanto isso, de Miami, a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz promete o mundo à elite mundial em troca de sua eleição como presidente, no lugar do “ditador ilegítimo” de Miraflores.
Para tanto, ela não hesita em insistir e convocar seu presidente, o rei do mundo, a travar uma guerra que nem ela, nem seus filhos, nem nenhum dos empresários que atualmente esfregam as mãos de contentamento realmente travarão.
Não, Sra. Machado. A senhora jamais será a presidente legítima que sonha ser em seus delírios psicopáticos de poder.
Nenhum lacaio covarde e vendido jamais poderá ser legítimo em nada. Não existe governador colonial legítimo, nem jamais existirá. Exceto aquele que assume o poder derramando o sangue do seu próprio povo, vendido por trinta moedas de prata, e com as bombas infinitas de um império insaciável.
Jorge Majfud é um escritor, romancista e ensaísta uruguaio. Formou-se em arquitetura na Universidad de la República. Na atualidade, dedica-se integralmente à literatura e a seus artigos em diferentes meios de comunicação. É professor na Universidade de Jacksonville, na Florida.
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