Quem ficou de fora do Conselho da Cidade para elaborar o Plano Diretor de Florianópolis?

    Por Cesar Ismar, membro do Conselho Municipal de Saúde de Florianópolis.

    A Lei de Murphy que dizSe alguma coisa tem chances de sair errado certamente sairá, e da pior maneira possível! …” ou também podemos dizer que “Nada está tão ruim, que não possa piorar”.

    Foi o que ocorreu no dia de ontem, 09/06/22, na eleição do Conselho da Cidade, promovido pela prefeitura da capital.

    Numa manobra do prefeito e com apoio de alguns vereadores que articularam até associações de surf e de times de futebol para votarem nos membros para compor o conselho, entidades dos movimentos sociais, envolvidas no processo desde o início dos trabalhos, no governo Dário, como o caso da União Florianopolitana de Entidades Comunitárias – UFECO – e Associação de Moradores do Campeche – AMOCAM -, ambas fieis combatentes dos interesses das comunidades acabaram por ficar de fora do Conselho.

    Contudo, alguns quesitos precisam ser levados em consideração como, por exemplo:

    1. As entidades têm previsto, no seu estatuto, a questão?
    2. Tem alguma ata de assembleia com os associados dando aval para atuarem nesta área.
    3. Nos últimos anos qual foi a atuação dessas entidades referentes ao plano diretor?

    Mais uma vez o poder público atua na contramão da participação dos cidadãos no planejamento da cidade.

    O norte da ilha, que tem problemas seríssimos de regularização fundiária terá, no Conselho da Cidades, apenas a Associação de Morados de Jurerê Internacional – AMJIN como representação. Nada contra, mas uma das áreas mais populosas da cidade deveria ter um número maior de representação.

    Com essa manobra a representação da sociedade civil ficou alijada de participar deste processo tão importante aos moradores.

    Não se espante, se no futuro, naquele terreno vazio, ao lado de sua casa ensolarada, venha uma construtora e levante um prédio deixando sua residência na sombra e na humidade.

    O professor e ex-vereador Lino Peres, escreveu e lançou, a poucos dias, o livro “Confrontos na Cidade: Luta pelo Plano Diretor nos 20 anos do Estatuto das Cidades”, do qual participei relatando a experiência que foi participar como Representante Distrital do Rio Vermelho. Vale a pena a leitura!

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