
Por Sebastião Costa.
O fascismo nasceu de parto normal na maternidade da EXTREMA DIREITA, conduzido pelo ex-socialista Benito Almicare Andrea Mussolini. Mais precisamente em 1919, na efervescência do pós-Primeira Guerra Mundial.
A partir de 1925, na Itália governada pelo Partido Nacional Fascista, foram arrancadas as liberdades individuais, a imprensa foi submetida a um controle absoluto, fecharam-se as portas do Senado e Câmara dos Deputados e nas ruas, a repressão sem limites da polícia política. Em outras palavras, foi ele, o ditador Benito Mussolini, quem ‘inaugurou’ no século passado as bases ideológicas que norteiam as ideias, ações e pensamento da EXTREMA DIREITA.
O apego à violência, o desapego aos preceitos democráticos, o culto ao ‘Líder’ transpuseram os limites geográficos de seu país para inspirar a Espanha de Franco, a Alemanha nazista de Hitler. Na mesma época, Iugoslávia, Polônia e Portugal de Salazar impuseram regimes ditatoriais, extremistas e repressivos.
No Brasil, o conservadorismo do jornalista Plínio Salgado em 1932 foi buscar lá na Itália fascista a inspiração para criar a Ação Integralista Nacional, partido político que conseguiu num curto espaço de tempo construir cerca de 4 mil células espalhadas em todo território nacional.
Nazismo e fascismo foram soterrados nos escombros da Segunda Guerra Mundial. Franquismo, salazarismo e integralismo escoaram pelos esgotos da história.
Quem se manteve consistente na mente e coração de muitos ‘rebanhos’ ao redor do mundo foram o pensamento, as ideias e o sentimento da EXTREMA DIREITA, à espera de outro Mussolini, Hitler, Franco, Salazar, Plínio.
E é montado neste raciocínio que se enxerga a agressividade dos trumpistas depredando o Capitólio, a violência dos bolsonaristas destruindo a estrutura física dos Três Poderes.
Foi ele, Trump, quem tangeu o ‘rebanho’ lá nos Estados Unidos e no Brasil, Bolsonaro ressuscitou o lema Deus, Pátria, Família do fascismo de Benito Mussolini, do integralismo de Plínio Salgado.
O ‘autoritarismo’ de Trump, a ideia do ‘expansionismo’ alargando fronteiras, o ‘militarismo’ entranhando nos atos sem o mínimo respeito às normas democráticas vigentes, apontam para o ressurgimento dos preceitos fascistas.
No Brasil, o racismo sem pudor, o negacionismo, a simpatia pelos regimes autoritários, a afinidade com a violência, o estímulo ao militarismo, o desapego às ideias democráticas, atraíram milhões de brasileiros que saíram às ruas com entusiasmo, foram às urnas com convicção e, cheios de violência, foram à Praça dos Três Poderes na tentativa de reverter o resultado democrático da eleição.
Bem antes, mesmo no início de seu mandato, o capitão e seus generais já trabalhavam a ideia golpista, conforme Benito Mussolini se estabeleceu ditador na Itália de 1925.
E num olhar mais atento na evolução política ao redor do mundo, vai-se enxergar o ressurgimento das ideias extremistas atraindo muitos ‘rebanhos’ na Polônia, Hungria, Alemanha, Itália.
Extremismo que se entranhou na América Latina, com Millei na Argentina, Nayb Bukele em El Salvador, Rodrigo Paz na Bolívia. No Chile, José Antônio Kast, no Equador, o empresário Daniel Noboa; e no Paraguai, Santiago Peña do partido Colorado. Todos eleitos, alimentando os ‘rebanhos’ com ideias extraídas do pensamento do ditador Benito Almicare Andrea Mussolini.
Destaque todo especial para o extremismo sem cabresto do presidente Donald Trump a estimular muitos outros ‘rebanhos’ pelo mundo afora. Autoritarismo explícito, expansionismo a invadir e bombardear países soberanos, simpatia pelo totalitarismo, polícia repressiva, desrespeito às normas internacionais, estímulo à imagem do “Líder absoluto”. Puro fascismo!!!
Diante dessa cruel realidade, fica fácil enxergar para outubro de 2026 um grande desafio para o futuro do Brasil. Devemos seguir no caminho da civilidade, respeitando as normas democráticas, mantendo a sensibilidade social, reduzindo injustiças, ou nós, brasileiros, vamos permitir que o nosso país volte a caminhar atraído pelas ideias e o pensamento do fascismo, do integralismo, do bolsonarismo?

Descubra mais sobre Desacato
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.





