
Por Roberto Liebgott.
Os sons que me encontram hoje não são os sons das turbinas dos veículos, nem das sirenes, tampouco das vozes alucinadas correndo atrás do tempo.
Hoje são os sons das vidas que se refazem depois dos vendavais, são os sons dos pássaros, infindas rajadas sinfônicas, melodias com poesias recitadas pelo ambiente.
Sons das matas, ainda verdes – como são as matas das nossas memórias – de onde os seres surgem felizes, não pelo que produzem, mas pela singeliza de serem elos interligados à natureza, homenageando-a.
Sons da desconexão, da ausência das redes virtuais e dos noticiários, são os sons da terra que pede calma, ensinando a ter paciência, a desacelerar para saber ouvir e observar um outro mundo possível.
A luz artificial, que se apagou para me fazer ver arbustos, as árvores, a brisa, as flores e os raios de sol será reestabelecida, mergulhando-me, outra vez, no desconforto de uma existência inquietante.
Piraquera, PR, 11 de dezembro de 2025.






