Espetáculo “Guia Nada Prático para o Amor” circula por Imbituba, Garopaba e Palhoça com apresentações gratuitas

Entre os dias 8 e 18 de julho, espaços culturais, educacionais e comunitários de Imbituba, Garopaba e Palhoça recebem a circulação do espetáculo Guia Nada Prático para o Amor, em uma programação gratuita que une teatro, música, acessibilidade e rodas de conversa com o público.

Mais do que a apresentação de uma obra, a iniciativa propõe um movimento de aproximação entre arte e comunidade. Ao ocupar biblioteca pública, instituição de ensino, escola, centro cultural e teatro, o projeto reforça a importância de descentralizar o acesso à cultura e levar experiências artísticas de qualidade para diferentes territórios.

A circulação contempla cinco apresentações gratuitas, abertas ao público, com o objetivo de ampliar o contato da população com a produção teatral catarinense. A proposta também busca fortalecer a formação de público, estimular o diálogo coletivo e criar espaços de escuta a partir de temas que atravessam a vida cotidiana, como afetividade, autoestima, solidão, escolhas amorosas, autocuidado e reconstrução emocional.

Com linguagem acessível, humor e música, Guia Nada Prático para o Amor transforma vivências afetivas em cena, convidando o público a reconhecer suas próprias histórias na narrativa apresentada. O espetáculo combina dramaturgia, canções autorais e momentos de identificação, criando uma experiência sensível, leve e ao mesmo tempo profundamente humana.

Arte como direito, encontro e escuta

A escolha dos espaços de circulação é parte essencial do projeto. A ideia é fazer com que o teatro chegue a públicos diversos, incluindo estudantes, mulheres adultas, pessoas idosas e moradores de regiões com menor oferta de atividades culturais.

Ao final de cada apresentação, o público será convidado a participar de uma roda de conversa, ampliando a experiência para além do espetáculo. O momento tem como objetivo abrir espaço para trocas, percepções e reflexões sobre os temas abordados na obra, fortalecendo o caráter formativo, afetivo e comunitário da circulação.

Para Juliana Sena, produtora do projeto, a proposta nasce justamente do desejo de fazer a arte circular como experiência coletiva. “Quando um espetáculo chega a uma escola, a uma biblioteca, a um centro cultural ou a um teatro público, ele não leva só uma apresentação. Ele leva possibilidade de encontro, de conversa e de identificação. Nosso desejo é que essa circulação aproxime as pessoas da arte e mostre que o teatro também pode ser um espaço de acolhimento, escuta e reconstrução”, destaca a produtora.

Acessibilidade e democratização cultural

A circulação também assume o compromisso de tornar a experiência artística mais acessível. As apresentações contarão com intérprete de Libras, além de prioridade de assentos para pessoas idosas, cadeirantes e pessoas com deficiência. A equipe também prevê ações de acolhimento e orientação nos espaços, buscando garantir uma participação mais inclusiva e respeitosa.

O projeto reafirma a cultura como direito social e como ferramenta de desenvolvimento humano. Ao circular por diferentes cidades e espaços, a iniciativa contribui para fortalecer a cena cultural da região, valorizar profissionais da arte e ampliar o acesso da comunidade a experiências que unem entretenimento, reflexão e sensibilidade.

Programação

A circulação começa no dia 8 de julho, quarta-feira, às 16h, na Biblioteca de Imbituba. No dia seguinte, 9 de julho, quinta-feira, o espetáculo será apresentado no Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), em Garopaba, às 15h30.

A programação segue no dia 16 de julho, quinta-feira, às 19h, no Colégio Luiz Carlos Luiz, em Garopaba. Já no dia 17 de julho, sexta-feira, também às 19h, a apresentação acontece no CEU Palhoça.

Encerrando a circulação, no dia 18 de julho, sábado, o espetáculo chega ao Teatro Usina, em Imbituba, às 20h. Todas as apresentações são gratuitas.

Sobre o espetáculo

Guia Nada Prático para o Amor é um monólogo cênico-musical criado e protagonizado por Cristina Fernández, com direção cênica de Luciane Panisson. A obra parte de memórias afetivas, relações marcantes e reconstruções emocionais para falar sobre amor, autoestima, solidão, maternidade e dependência emocional. Entre humor, confissões e canções autorais, o espetáculo aproxima o público como confidente da história e transforma experiências íntimas em identificação coletiva. Em cena, objetos cotidianos, como telefone antigo, cabideiro, vestidos e cartas, ajudam a construir um universo visual delicado e nostálgico. Sem respostas prontas, a obra propõe uma pergunta central: ‘como continuar amando sem abandonar a si mesma?’. A classificação indicativa é 14 anos.

Este projeto é realizado com recursos do Governo do Estado de Santa Catarina, pela Fundação Catarinense de Cultura, por meio do Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura – Edição 2025 – Edital de Concurso Público nº107/2025.


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