Educação Pública em Risco: Impactos da Militarização

A comunidade escolar da Escola de Educação Básica de Muquém, em Florianópolis, mobilizou-se contra a possível militarização da unidade, denunciando a falta de diálogo, a exclusão de estudantes e os riscos à gestão democrática. O caso reflete um cenário nacional, onde projetos de escolas cívico-militares avançam sem participação popular, segregando alunos e violando princípios constitucionais.

Denúncias:

  • Falta de investimento: Juliana Andósio, orientadora educacional e conselheira do Sinte/SC, destacou a precariedade da infraestrutura da escola, que atende mais de 2.150 alunos sem áreas de convivência, quadra coberta ou projetos pedagógicos robustos. “Querem impor um modelo caro e ineficiente, enquanto faltam condições básicas”, criticou.
  • Violação de direitos: O professor Pedro, militante da Unidade Popular, ressaltou que a militarização fere a Constituição ao cercear liberdades (como expressão de gênero e pluralidade de ideias) e excluir estudantes LGBT+, negros e periféricos. “É uma ideologia do controle, não da educação”, afirmou.
  • Assédio e violência: Casos de assédio sexual por policiais em escolas militarizadas, como em Chapecó, onde denúncias foram ignoradas pela direção.

Alternativas: Os debatedores defenderam investimentos em formação docente e infraestrutura, além da garantia de eleições diretas para diretores. “Precisamos de escolas que formem cidadãos críticos, não soldados”, concluiu Pedro.

Ação: Um abaixo-assinado contra a militarização está em circulação (link abaixo). A comunidade exige audiências públicas transparentes e o cumprimento da LDB, que assegura gestão democrática.

https://www.change.org/p/n%C3%A3o-%C3%A0-militariza%C3%A7%C3%A3o-da-escola-eeb-de-muquem?recruiter=1373027820&recruited_by_id=856748e0-2a0f-11f0-962e-f3842fe46ac6&utm_source=share_petition&utm_campaign=share_petition&utm_term=share_petition&utm_medium=copylink&utm_content=cl_sharecopy_490557134_pt-BR%3A1

A resistência da Escola de Muquém simboliza uma luta maior pela educação pública, democrática e inclusiva. Enquanto o governo insiste em um modelo militarizado — caro, excludente e alheio às reais necessidades pedagógicas —, a comunidade escolar reafirma que a solução passa por investimentos em infraestrutura, valorização dos professores e participação popular. Os casos de assédio, a censura a identidades e a falsa eficácia acadêmica expõem os riscos dessa política, que prioriza o controle sobre a formação crítica. A defesa de Muquém é, portanto, um chamado à sociedade: escolas devem ser espaços de liberdade, não de repressão. A mobilização continua, e o apoio ao abaixo-assinado é um passo crucial para barrar esse retrocesso.

Para saber mais: A íntegra do debate está disponível no YouTube do Portal Desacato.

https://youtu.be/WdZMiwpE-p4 

Emi Pandolfo – Jornalista do Portal Desacato


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