
Obra reúne três textos sobre inícios, finais e movimentos de câmera, unindo crítica, memória afetiva e sala de aula
O escritor, professor e músico Demétrio Panarotto lança Cadernos de cinema, terceira publicação da coleção opúsculos, em uma obra que transita entre o ensaio crítico e a aula aberta sobre linguagem cinematográfica. Com 68 páginas, o livro propõe um mergulho afetivo e técnico no universo do cinema, reunindo três textos que dialogam com a experiência do autor como espectador, docente e criador audiovisual.
No primeiro ensaio, Panarotto se dedica aos começos de mais de dez filmes que considera fundamentais. Em seguida, analisa finais memoráveis do cinema, explorando como esses desfechos constroem sentidos, emoções e permanências. O livro se encerra com um catálogo de 36 enquadramentos e movimentos de câmera, entre recursos singulares e clássicos da linguagem cinematográfica.
Mais do que um exercício de crítica, Cadernos de cinema funciona como um ensaio-aula, aproximando o leitor das técnicas que estruturam o audiovisual e encantam plateias ao redor do mundo. A obra mistura erudição e sensibilidade, criando um diálogo entre o repertório pessoal do autor e a história do cinema.
“A escolha dos filmes foi organizada como se esses fossem livros de cabeceira: há aqueles que nos acompanham para todo o sempre e há aqueles que variam conforme as estações; há, ainda, aqueles que, muito mais do que terem causado um impacto arrebatador, deixaram-me intrigado por outros motivos que não dou conta de explicar de saída, mas que permanecem maturando para serem trabalhados em outros momentos; e há aqueles, por outro modo, que cumprem alguma função quando trabalhados, pois me possibilitam destacar elementos para discutir em sala de aula as técnicas de cinema que tanto encantam os espectadores mundo afora. Enfim, filmes que gosto, pontualmente, por razões bem diversas.” Felipe Moreno, editor do projeto
Sobre o autor
Natural de Chapecó (SC), Demétrio Panarotto é doutor em Literatura e professor universitário. Além de escritor e poeta, também atua como músico e cineasta. Atualmente vive em Florianópolis, onde mantém uma produção artística marcada pelo trânsito entre linguagens: do texto à canção, do filme ao poema, do ensaio à sala de aula.
A edição de Cadernos de cinema aposta na materialidade do livro como objeto. O projeto gráfico é assinado por Felipe Moreno, com formato 12 x 18 cm e encadernação exposta, reforçando o caráter artesanal da publicação.
No serviço ao leitor, o editor do projeto, Felipe Moreno, explica que a venda acontece de forma direta com a editora. “A gente optou por vender pelo e-mail para driblar as taxas abusivas das plataformas intermediárias e garantir que o dinheiro chegue de forma mais justa para o projeto”, afirma. Segundo ele, o livro pode ser adquirido pelo [email protected], com opções de pagamento via PIX, débito ou crédito.
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