O poder do BDS: nosso impacto em 2026

Presente em cerca de 130 países, o movimento BDS destaca avanços em campanhas de boicote, embargos, desinvestimentos e pressão institucional contra Israel. O balanço reúne conquistas em diversos setores e defende que a mobilização internacional amplia a luta pelos direitos do povo palestino.

Apesar da dor indescritível que o genocídio em curso continua causando contra 2,3 milhões de palestinas e palestinos em Gaza, as sementes da nossa luta coletiva estão dando frutos. O extraordinário sumud (firmeza e perseverança) e a resistência popular do povo palestino, combinados com a solidariedade constante de pessoas em todo o mundo, empurraram o regime israelense de apartheid e colonialismo de assentamento para o isolamento mais profundo de seus 78 anos de história.

Estamos testemunhando provas concretas de que o movimento BDS está funcionando. Presente em cerca de 130 países, nosso movimento vem promovendo mudanças efetivas em políticas públicas, fazendo com que empresas cúmplices paguem um alto preço por sua participação e gerando a pressão internacional necessária para, em última instância, alcançar a justiça.

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A recente onda de sanções, desinvestimentos e impactos provocados pelos boicotes demonstra o que acontece quando pessoas comprometidas com a justiça se recusam a ser cúmplices de um genocídio. Do Estado espanhol e da Bélgica à Indonésia e à Califórnia; das universidades às instituições culturais; dos sindicatos aos governos municipais e muito além, os resultados concretos de nossa pressão já podem ser vistos.

A seguir, apresentamos apenas uma amostra dos impactos mais significativos alcançados pelo movimento BDS durante o primeiro semestre de 2026. Esses resultados demonstram que a organização estratégica e a ação coletiva podem aproximar o mundo do fim do genocídio promovido por Israel e do desmantelamento de seu regime de apartheid e colonialismo de assentamento.

1. ONU, organizações internacionais e regionais

  • Em seu discurso diante de dezenas de milhares de pessoas durante o festival Uno Maggio, em Taranto (Itália), a relatora especial das Nações Unidas, Francesca Albanese, definiu o BDS como “o símbolo de um movimento não violento”, liderado pelo povo palestino, que “se recusa a ser reduzido à condição de vítima”, convidando pessoas de todo o mundo a se unirem à luta para pôr fim a toda forma de cumplicidade com os crimes atrozes cometidos por Israel.
  • A relatora especial da ONU para o Direito à Alimentação, Sofía Monsalve Suárez, solicitou a investigação da colaboração entre o Programa Mundial de Alimentos e a empresa Palantir, durante o Fórum de Alto Nível “Aproveitamento da inteligência artificial, da digitalização e da governança de dados para a segurança alimentar e a nutrição”, em razão do papel desempenhado pela empresa em conflitos armados.
  • O Comitê Nacional Palestino do BDS (BNC) organizou um evento paralelo, copatrocinado pelo governo colombiano, durante as reuniões do Grupo de Trabalho do Tratado sobre o Comércio de Armas (TCA), em Genebra. O BNC também apresentou informações estratégicas às delegações estatais do Sul e do Norte Globais nos grupos de trabalho, marcando a primeira participação oficial da organização nas reuniões do tratado.

2. Estados e governos locais

  • A Bélgica impôs um embargo militar parcial contra Israel, seguindo o exemplo do Estado espanhol e da Eslovênia. O governo federal belga aprovou um decreto-lei real que estabelece sanções parciais ao comércio militar com Israel, citando as medidas provisórias e o “grave risco de genocídio” apontado pela Corte Internacional de Justiça.
  • Foram anunciados 34 Espaços Livres de Apartheid durante uma coletiva de imprensa realizada na Praça Palestina Livre. Esses Espaços Livres de Apartheid estão localizados principalmente na Cidade do México e em outras regiões do país.
  • O prefeito da cidade de Nova York, Zohran Mamdani, revogou uma ordem contrária ao BDS e à política da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA, na sigla em inglês) adotada pela cidade. A medida representa um passo significativo para combater a chamada “exceção palestina” à liberdade de expressão e aos direitos civis nos Estados Unidos.
  • Os municípios de Anderlecht, Ixelles e Jette, na Região de Bruxelas-Capital (Bélgica), aprovaram uma moção para adotar Políticas de Aquisição Ética (EPP, na sigla em inglês).
  • O Conselho de Rhondda Cynon Taf, no País de Gales (Reino Unido), aprovou uma moção estabelecendo que os investimentos dos fundos de pensão não devem “financiar crimes de guerra, violações dos direitos humanos nem possíveis infrações ao direito internacional”, além de instar a Associação de Pensões do País de Gales a “concluir rapidamente a formulação e a implementação de uma política de exclusão”.
  • A Audiência Nacional da Espanha determinou a realização de uma busca e apreensão nas instalações da Sidenor como parte da investigação sobre a venda de aço da empresa ao exército israelense.
  • A intensa pressão exercida por ativistas do movimento BDS levou o Ministério da Defesa do Japão a interromper a aquisição de drones israelenses. As ações incluíram manifestações presenciais e uma greve de fome de dez dias.
  • O Estado espanhol retirou sua embaixadora de Israel. O governo espanhol adotou uma medida firme, baseada em princípios, para protestar contra as violações sistemáticas do direito internacional cometidas por Israel contra o povo palestino.
  • A Indonésia adiou as discussões sobre a chamada “Junta da Paz” de Trump, à medida que cresce a pressão popular liderada por coalizões da sociedade civil, entre elas o BDS Indonésia.
  • O estado de Washington tornou-se o primeiro estado dos Estados Unidos a retirar investimentos de empresas cúmplices dos crimes cometidos por Israel, depois que o Escritório do Tesoureiro estadual vendeu títulos da Caterpillar avaliados em mais de 53 milhões de dólares.
  • O Conselho Municipal de Richmond, Califórnia (Estados Unidos), aprovou uma resolução exigindo explicitamente um embargo de armas contra Israel, “incluindo o fim da assistência militar dos Estados Unidos e das transferências de armas e cargas militares”.
  • Como parte de sua campanha para bloquear as exportações de carvão da África do Sul para Israel, o BDS África do Sul publicou um importante relatório estabelecendo os fundamentos jurídicos para pôr fim a essa cumplicidade.
  • As investigações e o trabalho colaborativo sobre as exportações indiretas de petróleo venezuelano destinadas a Israel chamaram grande atenção para a narrativa do movimento BDS em torno da “lei do mais forte”, estabelecendo conexões entre Venezuela, Palestina e as guerras pelo petróleo.
  • A Corte de Apelações de Bruxelas decidiu em favor de diversas organizações não governamentais e pessoas pró-Palestina que processaram o Estado belga por sua inação diante do genocídio em Gaza. O tribunal concluiu que o Estado belga falhou ao não adotar, em tempo oportuno, todas as medidas razoáveis para prevenir e interromper os crimes cometidos por Israel, especialmente após a Corte Internacional de Justiça (CIJ) reconhecer, em janeiro de 2024, o risco de genocídio.
  • O governo dos Países Baixos concordou em proibir a importação e o comércio de produtos provenientes dos territórios palestinos e sírios ocupados por Israel. O primeiro-ministro declarou: “Os Países Baixos continuarão a levantar sua voz contra as violações do direito internacional.”
  • As autoridades regionais belgas determinaram a inspeção de uma remessa da UPS, na qual foram encontrados dois pacotes contendo material militar destinados a Israel.
  • A Suprema Corte da Nova Zelândia decidiu contra o Fundo de Pensão do Estado (NZ Super) por seus investimentos em empresas envolvidas em violações de direitos humanos praticadas por Israel, estabelecendo um precedente para fundos soberanos e de pensão em todo o mundo.
  • Após dois anos de pressão da sociedade civil e de ativistas — entre eles o BDS Bolonha —, o município de Bolonha (Itália) aprovou finalmente uma política para incluir cláusulas éticas em suas compras públicas.
  • A cidade de Pasadena, Califórnia (Estados Unidos), retirou seus investimentos de empresas do setor armamentista, de combustíveis fósseis e de prisões privadas.
  • Após pressão de organizações de direitos humanos e da Campanha de Solidariedade à Palestina (PSC) do Reino Unido, o prefeito de Londres, Sadiq Khan, bloqueou um contrato de 50 milhões de libras esterlinas (66,4 milhões de dólares) entre a Polícia Metropolitana e a Palantir, alegando que representava uma “violação clara e grave” das normas de contratação pública.
  • Organizações palestinas de direitos humanos obtiveram uma importante vitória judicial na Austrália ao obrigar o ministro da Defesa a fornecer acesso a informações relacionadas às exportações de armas para Israel, incluindo componentes destinados aos caças F-35.
  • Após meses de pressão popular, mobilização comunitária e campanhas em favor do desinvestimento, Sacramento, Califórnia (Estados Unidos), retirou seus investimentos da Lockheed Martin e aprovou uma política de investimento socialmente responsável, comprometendo-se a desinvestir de empresas ligadas a graves violações dos direitos humanos e à fabricação de armas, entre outras atividades.
  • A cidade de Urbana, Illinois (Estados Unidos), adotou uma política de investimento ético que determina que a cidade não investirá em nenhuma empresa cúmplice do genocídio cometido por Israel.
  • A prefeitura de Amsterdã aprovou uma moção para adotar uma Política de Aquisições Éticas (EPP, na sigla em inglês).
  • O Partido Verde da Finlândia declarou-se um Espaço Livre de Apartheid. Depois da Aliança de Esquerda, tornou-se o segundo partido com representação parlamentar na Finlândia a comprometer-se com os princípios do movimento BDS liderado pelo povo palestino.
  • Estabelecendo um novo precedente internacional, as autoridades italianas bloquearam 27 contêineres de aço de uso militar destinados a Israel. Graças à investigação da campanha No Harbour for Genocide e à pressão do movimento BDS e de seus aliados, os contêineres permanecem retidos nos portos de Gioia Tauro e Cagliari, aguardando investigação. Trata-se de um feito sem precedentes na campanha contra o transporte marítimo de materiais militares, que contou com uma resposta coordenada dos parceiros do BDS em todo o Mediterrâneo. Até o momento, nenhum dos contêineres chegou a Israel. O caso demonstra que, apesar do apoio governamental contínuo, a mobilização popular pode bloquear a cadeia de abastecimento israelense.
  • O navio de bandeira dinamarquesa Danica Violet, que transportava toneladas de material militar para a Elbit Systems, maior fabricante de armas de Israel, foi obrigado a alterar sua rota a partir de Cabo Verde após reportagens do The Ditch, da imprensa cabo-verdiana e da mobilização promovida pelo movimento BDS.
  • Foram declarados os primeiros Espaços Livres de Apartheid na República Dominicana.
  • No Brasil, foi lançada a campanha pelo turismo ético, e as mobilizações na Bahia receberam ampla cobertura da imprensa e promoveram grande mobilização na cidade de Itacaré. Medidas relacionadas à concessão de vistos e à investigação de criminosos de guerra estão sendo discutidas por órgãos do governo.
  • Em conjunto com o Centro Europeu de Apoio Jurídico (ELSC, na sigla em inglês), lançamos dois novos conjuntos de ferramentas sobre políticas de aquisições éticas: um Guia Operacional e um Guia de Campanha. Esses materiais vêm sendo utilizados em campanhas municipais por toda a Europa e em outras regiões.
  • O movimento BDS ampliou sua presença para cerca de 130 países, com a criação de novos grupos no Caribe, em El Salvador, Bósnia e Herzegovina, Dinamarca, Croácia, Letônia e Sérvia, entre outros.

3. Empresas e instituições financeiras

  • Em uma importante vitória do movimento BDS, a gigante italiana do setor de energia Eni anunciou sua retirada das operações marítimas ilegais de Israel. A decisão representa um significativo voto de desconfiança em relação à economia e à segurança israelenses, estabelece um precedente para o setor energético e contribui para evidenciar o declínio de Israel.
  • Após a retirada da Eni, o consórcio formado por Dana e Ratio — criado para ajudar Israel a explorar os recursos naturais palestinos — voltou a fracassar na tentativa de anunciar um novo parceiro e vem se desintegrando em razão dos sucessivos atrasos.
  • Grupos aliados ao movimento BDS levaram a fabricante ferroviária CAF aos tribunais do Estado espanhol.
  • O banco Barclays deixou de subscrever títulos do governo israelense sob pressão dos aliados do movimento BDS. Os dados mostram que o Barclays não subscreve títulos do governo de Israel desde janeiro de 2024; anteriormente, havia subscrito 500 milhões de dólares entre outubro de 2023 e janeiro de 2024. Apesar disso, o banco continua comprando títulos israelenses e permanece como “distribuidor principal” do Ministério das Finanças de Israel.
  • Os lucros antes dos impostos dos principais operadores da McDonald’s na Irlanda do Norte sofreram forte queda.
  • A empresa israelense de abastecimento de água Mekorot retirou-se do Chile após a pressão da sociedade civil, de ativistas do BDS e em decorrência de irregularidades legais.
  • A cooperativa de alimentos Park Slope Food Coop, no Brooklyn, Nova York (Estados Unidos), aprovou o boicote a produtos israelenses.
  • 1.350 trabalhadoras e trabalhadores da Google assinaram uma petição contra a colaboração da empresa com Trump e com a estrutura de detenção e deportação do ICE.
  • Após anos de organização de trabalhadores em apoio ao BDS, denunciantes revelaram que a Google vem fornecendo conscientemente sua inteligência artificial Gemini para facilitar o genocídio cometido por Israel em Gaza desde 2024.
  • As organizações jurídicas estadunidenses Abolitionist Law Center, Center for Constitutional Rights e Tech Justice Law notificaram formalmente a direção da Google em uma medida histórica de responsabilização jurídica, afirmando:

    “A colaboração da Google com o genocídio cometido por Israel contra o povo palestino expõe a empresa e sua direção a uma possível responsabilidade legal.”

  • A desenvolvedora independente Speculative Agency, responsável pelo jogo All Will Rise, atendeu ao chamado palestino pelo boicote ao Xbox, da Microsoft, e devolveu os recursos recebidos da empresa, acusada de apoiar o genocídio e o regime de apartheid de Israel contra o povo palestino.
  • Após pressão contínua de parceiros do BDS, de ativistas pelos direitos das pessoas migrantes, de profissionais da saúde e de sindicatos, o Departamento de Saúde e Hospitais da Cidade de Nova York comprometeu-se a não renovar um contrato com a Palantir, após diversas manifestações denunciarem a cumplicidade da empresa tanto no genocídio do povo palestino quanto nas ações do ICE. O departamento administra o maior sistema hospitalar público dos Estados Unidos e tornou-se a primeira grande rede hospitalar do país a romper relações com a empresa.
  • A campanha do BDS contra a Palantir foi lançada no Brasil por meio da formação de uma coalizão que iniciou um procedimento administrativo para contestar os contratos da empresa com os Ministérios da Saúde e da Educação.
  • Após pressão da sociedade civil na Bélgica, o banco Argenta retirou completamente seus investimentos da Palantir, enquanto KBC e Degroof Petercam realizaram desinvestimentos parciais.
  • Ativistas do BDS de todo o mundo participaram do Dia Mundial de Ação contra a FANUC. Dos Estados Unidos ao Japão e da Irlanda à Alemanha, intensificaram a pressão pública para que a empresa deixe de fornecer robôs à fabricante israelense Elbit Systems e encerre sua cumplicidade com o genocídio.
  • O movimento BDS lançou duas novas ferramentas voltadas ao turismo ético. Até o momento, mais de 2.900 turistas comprometeram-se oficialmente a boicotar Airbnb e Booking.com, enquanto dezenas de anfitriãs e anfitriões aderiram ao compromisso “Santuários de Paz”.
  • Ativistas em mais de dez cidades do mundo participaram de uma Semana Global de Ação contra a Chevron, antes da assembleia anual de acionistas da empresa. Durante a mobilização foram realizados protestos, atividades educativas e ações públicas para denunciar o papel da Chevron na destruição climática e no apoio ao apartheid e ao genocídio israelenses.
  • A primeira Semana Contra o Apartheid Israelense (SCAI) foi realizada na Alemanha. Em abril, coletivos estudantis, acadêmicos e grupos de solidariedade à Palestina organizaram eventos em universidades de todo o país para denunciar o regime de apartheid israelense e a profunda cumplicidade das universidades alemãs com o genocídio e a ocupação.
  • Em junho, o movimento BDS convocou uma Semana Global de Ação contra a CAF. No Estado espanhol, protestos e bloqueios pacíficos atingiram fábricas da empresa em Zaragoza, Barcelona, Castejón e Linares, enquanto 160 organizações assinaram uma declaração conjunta de condenação. Na França, ativistas interromperam operações nas fábricas; na Cidade do México, a campanha ocupou as ruas; da Suíça aos Estados Unidos e ao Canadá, milhares de ligações e mensagens pressionaram a empresa, chegando inclusive às próprias pessoas trabalhadoras. Na sede da CAF, em Beasain, um bloqueio de grande porte marcou a assembleia anual de acionistas.
  • Em abril, o movimento BDS também convocou uma Semana Mundial de Ação contra a Elbit Systems. Do Reino Unido à Romênia e dos Estados Unidos ao México, organizações da sociedade civil e ativistas promoveram ações coordenadas, estratégicas e pacíficas para interromper as atividades daquele que consideram um dos principais pilares do complexo militar-industrial israelense.

4. Cultura

  • El evento de música en vivo más grande del mundo, el Concurso de la Canción de Eurovisión, perdió 35 millones de espectadores tras una campaña de boicot de varios años liderada por PACBI y sus socios. Antes del evento más de 2.100 personas de la música y trabajadoras culturales hicieron un llamado dirigido a artistas, emisoras y fans para que se unieran a las cinco emisoras nacionales de Islandia, Irlanda, los Países Bajos, Eslovenia y el Estado español en el boicot a Eurovisión hasta que se prohíba la participación de Israel, país genocida. Eurovisión también canceló su gira oficial en vivo en medio de los boicots al concurso por parte de las cinco emisoras europeas, con el apoyo de personas exconcursantes, ganadoras, finalistas de las selecciones nacionales en muchos países y fans.
  • A solo 100 días de Viña Rock, el mayor encuentro musical del Estado español que alguna vez atrajo a más de 200.000 asistentes, casi el 25% de las bandas cancelaron su participación y gran parte del público exigió el reembolso de las entradas. La firma de capital de riesgo KKR, profundamente cómplice, compró en 2024 a Superstruct Entertainment, entonces dueña de Viña Rock, que posee más de treinta festivales de música del Estado español.
  • El acérrimo sionista Zubin Mehta canceló sus conciertos de 2026 en Israel debido a las políticas de Netanyahu contra el pueblo palestino.
  • Na Austrália, a Adelaide Writers’ Week 2026 desmoronou após a exclusão racista e anti-palestina da autora palestino-australiana Dra. Randa Abdel-Fattah por “questões de sensibilidade”. Mais de 180 palestrantes agendados — incluindo indígenas, a romancista Zadie Smith e a ex-primeira-ministra da Nova Zelândia Jacinda Ardern — se retiraram do programa, e o diretor e todo o conselho de diretores renunciaram após a exclusão de Abdel-Fattah.
  • Mais de 100 trabalhadores culturais senegaleses, incluindo figuras de destaque, assinaram uma carta aberta instando o presidente do Senegal a se juntar a outros líderes mundiais na sanção do Israel genocida pelo “horror que está acontecendo em Gaza.”
  • Arundhati Roy retirou-se do festival de cinema de Berlinale (Alemanha) devido à recusa “inconcebível” de pessoas juramentadas em demonstrar solidariedade com o povo palestino que enfrenta genocídio em Gaza; além disso, estrelas proeminentes de Hollywood exigem que ele termine com sua censura contínua anti-palestina.
  • Mais de 850 trabalhadores culturais suecos prometeram boicotar instituições israelenses cúmplices.
  • O PACBI apoiou o crescente boicote dos consumidores ao Spotify, que lucra com a exploração de artistas, sistemas de deportação em massa, além do apartheid e genocídio em Israel.
  • O Scotiabank (Canadá) retirou seus investimentos da Elbit após boicotes de escritores a seus eventos patrocinados e outras pressões populares.
  • Em resposta à demissão da atriz Melissa Barrera de Scream 7 pela Spyglass Media por se manifestar contra o genocídio de Israel, mais de 35 organizações de artes e defesa convocaram o público global a boicotar o filme e demonstrar grande solidariedade ao povo palestino.
  • Mais de 120 figuras e instituições musicais de Montreal, Canadá, participaram do boicote cultural contra o apartheid de Israel, incluindo Godspeed You! Black Emperor, a Société des arts technologiques (SAT) e Big Brave.
  • A Chevron foi excluída como parceira do French Quarter Festival em Nova Orleans (Estados Unidos) após pressão de uma coalizão que apoia a campanha “Boicote à Chevron”. A Chevron tem sido alvo do movimento BDS liderado pelos palestinos desde 2022 devido ao seu papel como principal fornecedora de energia para o apartheid genocida de Israel.
  • 182 participantes da Bienal de Veneza convocaram a maior exposição de arte do mundo a excluir Israel por seu genocídio contra palestinos em Gaza. Entre eles estão artistas e curadores de pavilhões nacionais de pelo menos 35 países, artistas convidados para a exposição principal e trabalhadores da bienal. Durante a semana de abertura da Bienal, milhares de manifestantes se reuniram para exigir a exclusão de Israel. A pressão da campanha e essa poderosa demonstração de solidariedade forçaram o fechamento do pavilhão israelense. Por sua vez, o grupo de júri da Bienal recusou-se a considerar Israel e, posteriormente, renunciou.
  • Pelo terceiro ano consecutivo, o Festival de Cinema Israelense Seret ficou sem cinema em Barcelona devido à pressão popular e boicotes.
  • Após uma campanha de boicote liderada por fãs, a bilheteria de Scream 7 caiu 74% em seu segundo fim de semana, o pior resultado da franquia de longe.
  • A renomada autora Sally Rooney explicou seu apoio ao boicote cultural contra Israel em uma palestra pública no Congresso do Povo do Grupo de Haia, em Amsterdã.
  • Quando a Associação de Críticos de Cinema de Toronto (TFCA) censurou o discurso de aceitação pró-Palestina da atriz e cineasta indígena Elle-Majja Tailfeathers, 16 dos 46 membros da associação renunciaram, assim como o presidente da TFCA.
  • Javier Bardem, que é um dos mais de 5.000 trabalhadores do cinema que se recusam a colaborar com instituições e empresas israelenses cúmplices, pediu uma Palestina livre do palco do Oscar.
  • Após a Artists for Palestine UK denunciar a cumplicidade da Bloomberg Philanthropies no sistema israelense de apartheid, colonialismo de colonos e ocupação militar, mais de 250 artistas exigiram que os teatros britânicos rompessem seus laços com a fundação cúmplice.
  • Mais de 200 figuras culturais condenaram o Museu Britânico por remover menções à Palestina de exposições históricas, chamando-o de “ato de revisão histórica e possível apagamento.”
  • Após uma campanha de base de vários anos, o Prêmio Giller — um prêmio literário canadense — deixou de ser patrocinado pelo Scotiabank, pela Fundação Azrieli e pela Indigo.
  • O serviço de streaming Mubi perdeu mais de 200.000 assinaturas após uma campanha de pressão liderada por cineastas que mirou a produtora por aceitar US$ 100 milhões da empresa cúmplice Sequoia Capital. A campanha também levou a Mubi a criar uma política ética de investimento e patrocínio.
  • O escritor sul-africano e laureado com o Nobel J.M. Coetzee retirou-se do Festival Internacional de Escritores de Jerusalém, citando a cumplicidade das “comunidades intelectuais e artísticas” de Israel no genocídio contra os palestinos em Gaza.
  • Outras sete companhias teatrais na cidade de Nova York adotaram as diretrizes do PACBI. Essas empresas se juntam a mais de 1.000 instituições de arte que aderiram ao boicote cultural ao redor do mundo.
  • O festival New Media Week da Polônia anunciou que boicotará projetos que representam Israel.
  • O festival Vivid Sydney deixou o Airbnb de ser patrocinador para 2026.
  • Após dois anos de pressão do BDS, liderada pelo Flow Strike, o Festival Flow em Helsinque, Finlândia, anunciou que apoia o apelo da sociedade civil palestina para se abster de cooperação cultural vinculada às “operações híbridas de influência” do Estado israelense e que respeitará os objetivos prioritários do movimento BDS ao considerar possíveis colaborações. Flow Strike foi a primeira campanha BDS lançada contra a Superstruct e seu dono cúmplice, a KKR, no verão de 2024.

Academia

  • A Associação Estadunidense de Geógrafos (AAG, na sigla em inglês) deu importantes passos iniciais para retirar seus investimentos de empresas cúmplices do genocídio cometido por Israel e avançar em direção a um “Marco de Aliança Internacional” ético.
  • Foi criada no Senegal uma nova rede de universidades em apoio à Palestina, que conclama o governo senegalês a romper todos os vínculos com Israel.
  • A Associação Americana de Psicologia (APA, na sigla em inglês) aprovou uma resolução rejeitando a desacreditada “definição de antissemitismo” da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA, na sigla em inglês).
  • A Sociedade Europeia de Criminologia (ESC, na sigla em inglês) aprovou, por ampla maioria (62% dos votos), uma proposta para exigir que acadêmicas e acadêmicos vinculados a instituições localizadas em assentamentos israelenses ilegais indiquem suas afiliações em conformidade com o direito internacional.
  • Os membros da Associação Histórica Estadunidense (AHA, na sigla em inglês) e da Associação de Línguas Modernas (MLA, na sigla em inglês) aprovaram, por 79% dos votos, uma resolução conjunta condenando a repressão nos Estados Unidos e o silenciamento da dissidência acadêmica contra o atual “genocídio israelense patrocinado pelos Estados Unidos em Gaza”.
  • Após pressão do movimento BDS por parte de estudantes e docentes, a Escola Nacional de Antropologia e História (ENAH), uma das maiores instituições de ensino do México, declarou-se “Espaço Livre de Apartheid” e comprometeu-se a não manter vínculos com instituições israelenses.
  • Os membros da Associação Histórica Estadunidense (AHA), a maior associação de historiadoras e historiadores do mundo, votaram de forma esmagadora uma resolução condenando o “escolasticídio” em Gaza e defendendo os princípios fundamentais da liberdade acadêmica.
  • O Real Colégio de Estudos de Defesa, vinculado ao Ministério da Defesa do Reino Unido, proibiu a participação de Israel no próximo ano acadêmico em razão do genocídio em Gaza. O Reino Unido continua fornecendo apoio militar e de inteligência a Israel.
  • A Iniciativa Europeana, composta pelo Fórum de Agregadores Europeana, pela Associação da Rede Europeu e pela Fundação Europeana, que é uma organização de patrimônio cultural, afirmou que se absterá imediatamente de vínculos com entidades patrimoniais apoiadas ou diretamente ligadas ao governo de Israel, devido ao genocídio em Gaza.
  • A Associação de Antropólogos Sociais (ASA, na sigla em inglês) do Reino Unido votou, por ampla maioria (78%), o apoio ao chamado palestino pelo boicote às instituições acadêmicas e culturais israelenses cúmplices.
  • Mais de 1.400 cientistas pediram à Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN, na sigla em inglês) que encerre a colaboração com entidades israelenses que “contribuam — direta ou indiretamente — para a ocupação ilegal do território palestino ou para outras graves violações do direito internacional, incluindo genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade”.
  • Dezenas de grupos estudantis e acadêmicos de toda a Alemanha lançaram a Campanha de Boicote Acadêmico da Alemanha (ABC DE, na sigla em alemão) durante a conferência “Boicote Acadêmico Já!”, em Berlim, estabelecendo uma campanha coordenada pelo boicote acadêmico às instituições israelenses cúmplices.
  • A campanha de boicote acadêmico alcançou um crescimento tão expressivo que o Ministério da Inovação, Ciência e Tecnologia de Israel anunciou a concessão de recursos para pesquisas destinadas a compreender o impacto crescente do movimento BDS nos campi universitários em todo o mundo.
  • Após intensa pressão, o embaixador de Israel na Grécia foi retirado da programação do Fórum de Agronegócios 2026, em Atenas.
  • O Senado Acadêmico do Instituto Científico Gran Sasso (GSSI), em L’Aquila (Itália), votou uma moção comprometendo-se a não manter vínculos institucionais com entidades israelenses “implicadas direta ou indiretamente na violência e na ocupação em prejuízo das populações civis de Gaza e da Cisjordânia”.
    • A Universidade de Gante (Bélgica) se retirou oficialmente do consórcio do Projeto Osteonet junto com a Universidade de Tel Aviv.
    • A Associação de Estudantes de Madison votou a favor da legislação antidiscriminação de desinvestimento que exige a retirada dos fundos indexados da BlackRock que contêm participações em empresas que fabricam armas para as operações militares de Israel, com base em relatos de genocídio em Gaza e Sudão e abusos cometidos pelo ICE.
    • A Rede de Estudantes e Trabalhadores Socialistas anunciou a criação do mais novo Espaço Livre do Apartheid em Gana, somando-se à forte rede global de mais de 1.000 Espaços Livres do Apartheid (ELA).

    Esportes:

    • Após uma enorme reação dos torcedores do Celtic FC (Escócia) e do povo palestino, o clube anunciou que não seguiria adiante com um acordo de transferência com o clube israelense conquistado Maccabi Netanya, que tem ligações com uma empresa israelense de drones que está fazendo uma “fortuna” graças ao genocídio de Israel. O Maccabi Netanya pertence à Aliya Capital Partners, que investiu 30 milhões de dólares na empresa israelense de drones XTEND.
    • A ícone do futebol sueco Hedvig Lindalh recusou um convite da FIFA para integrar a equipe FIFA Legends na Copa do Mundo Feminina, citando atletas palestinas mortas pelo genocídio de Israel em Gaza e o “Prêmio da Paz” da FIFA concedido a Donald Trump.
    • O jogador de futebol americano Azeez Al-Shaair, que joga pelo Houston Texans, carregou uma mensagem que dizia “Parem o genocídio” em jogos contra Pittsburgh Steelers e New England Patriots.
    • Uma pesquisa realizada pela Associação de Jogadores Profissionais da Irlanda revelou que seus membros são esmagadoramente contrários à seleção masculina contra Israel na Liga das Nações; 66% são a favor de boicotar as partidas caso ocorram e 79% especificaram que foi por razões morais.
    • Le Camp de Base, uma academia de escalada em Bruxelas, Bélgica, retirou-se de sediar a competição World Climbing Europe devido à participação da equipe israelense cúmplice. A academia de escalada recusou-se a sediar a competição da Youth Series após a recusa da equipe israelense em competir sob bandeira neutra.
    • Os apelos para excluir Israel, responsável pelo genocídio, da Série Mundial de Escalada atingiram novos patamares. “Escaladores pela Palestina, Espanha” e outros apoiadores desenrolaram uma enorme faixa em Madri exigindo que representantes do apartheid israelense fossem excluídos da World Climbing Series, realizada de 28 a 31 de maio em Alcobendas (Madri). Mais de 120 organizações de toda a Espanha estão exigindo que Israel seja excluído das competições internacionais de escalada.
    • O clube polonês da primeira divisão Pogo? Szczecin recusou uma oferta comercial do time israelense conivente Maccabi Tel Aviv devido ao genocídio em Gaza. O Maccabi Tel Aviv FC enviou repetidamente “pacotes de ajuda” a soldados israelenses que cometem genocídio em Gaza e divulgou vídeos de seus militares servindo como soldados em Gaza como “motivação” antes dos jogos.
    • O Campeonato Europeu de Obstáculos (OCR) decidiu não permitir que atletas representassem Israel, o que é responsável pelo genocídio.

    Sindicatos:

    • O Congresso Irlandês de Sindicatos, que representa 800.000 membros em toda a ilha da Irlanda, declarou-se uma “Área Livre do Apartheid”.
    • A Federação dos Professores da Colúmbia Britânica (Canadá), um sindicato provincial que representa mais de 40.000 professores, aprovou uma resolução em apoio ao BDS, tornando-a a primeira moção provincial em apoio ao BDS na Colúmbia Britânica.
    • Trabalhadores portuários em mais de 20 portos do Mediterrâneo iniciaram greves e protestos contra a guerra e o rearmamento. Da Turquia à França, essas pessoas enviaram uma mensagem contra o genocídio de Israel e em solidariedade com o povo palestino ao recusarem-se a ser cúmplices no envio de armas, energia e outros materiais que possibilitam os crimes de Israel. Navios operados pela ZIM – a principal companhia de navegação do apartheid israelense – teriam ficado incapazes de atracar em portos italianos por algum tempo devido às ações dos trabalhadores.
    • A União Nacional dos Agricultores do Canadá (NFU) instou o governo canadense a tomar medidas imediatas contra o genocídio israelense contra o povo palestino, suspendendo o Acordo de Livre Comércio Canadá-Israel e instituindo um embargo bilateral abrangente de armas contra Israel.
    • Trabalhadores na Bélgica realizaram uma greve espontânea em protesto contra a visita de um oficial militar israelense. Cerca de 650 trabalhadores da fábrica da fabricante belga de armas FN Herstal, em Liège, pararam de trabalhar por dois dias para protestar contra a visita às instalações do adido militar israelense na Bélgica, Moshe Tetro.
    • Investigações, colaborações e ações direcionadas por sindicatos e parceiros do BDS afetaram severamente as tentativas da gigante do transporte de armas para Israel em transportar aço para Israel. As autoridades italianas retiveram três remessas em dois portos separados para investigação, o Estado espanhol recusou-se a permitir que um navio atracasse, trabalhadores portuários gregos se recusaram a descarregar uma das cargas, e um deputado português levantou uma questão no parlamento português. À medida que o MSC desviava suas rotas e trocava de navio diante dessas ações, o BDS expandiu seus esforços para Turquia, Egito e Malta com uma coordenação eficaz que maximizou a pressão ao longo de toda a rota de transferência tentada.
    • O Congresso Irlandês dos Sindicatos e o sindicato Fórsa tornaram-se os primeiros órgãos sindicais na Europa a aprovar Políticas Éticas de Aquisição (PPE).
    • Sob o slogan “Dia de Ação Trabalhista pela Palestina”, três grandes federações sindicais representando mais de 80 sindicatos afiliados nas ilhas da Irlanda e da Grã-Bretanha anunciaram seu apoio à ação industrial, coincidindo com o 78º aniversário da Nakba.
    • Sindicatos de trabalhadores portuários de mais de 35 portos assinaram uma declaração conjunta exigindo o fim do genocídio e apartheid de Israel contra o povo palestino e convocando um dia internacional de ação para os trabalhadores portuários em outubro.
    • O Sindicato Sueco da Construção aprovou uma moção BDS.
    • Delegados da 39ª Convenção Constitucional dos Trabalhadores Sunitários do Automóvel (UAW) votaram para desinvestir dos títulos de Israel em junho de 2026, tornando-se o primeiro grande sindicato nos Estados Unidos a fazê-lo. Eles votaram a favor do desinvestimento total dos títulos de Israel ao adicionar uma cláusula no Artigo 7, Seção 2 de sua constituição que afirma: “Nenhum fundo do UAW será investido em títulos de Israel.”
    • O Congresso Trabalhista Canadense (CLC), o órgão sindical central do Canadá que representa 3,3 milhões de trabalhadores, votou esmagadoramente para romper relações com a Histadrut, a federação sindical durante o apartheid em Israel. A resolução também insta o governo canadense a implementar um embargo militar recíproco contra Israel.

    Contra o “pinkwashing“:

    • O Pittsburgh Pride (Estados Unidos) excluiu oficialmente a Howmet Aerospace como patrocinadora do evento. A Howmet Aerospace fabrica peças especiais de titânio e as vende para a fabricante de armas Lockheed Martin, que as utiliza para construir caças F-35 que são vendidos para Israel e usados contra o povo palestino, assim como no Líbano e em outros lugares.
    • O Mardi Gras Gay e Lésbico em Sydney, Austrália, cancelou seu evento principal do Orgulho após crescentes críticas sobre os vínculos do evento com a Live Nation Entertainment, que é alvo da campanha BDS.

    Fé:

    • A 227ª Assembleia Geral da Igreja Presbiteriana (Estados Unidos) comprometeu-se por unanimidade a desinvestir da Palantir Technologies e da GE Aerospace. Essa denominação religiosa é a primeira instituição a sujeitar essas empresas ao desinvestimento.

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