
Via Jaider Batista.
O Digital News Report 2025, publicação do Instituto Reuters da Universidade de Oxford, mostra que o Brasil segue a tendência global de fragmentação no consumo de notícias, impulsionada por redes sociais, personalização digital e baixa adesão a assinaturas pagas.
Segundo o levantamento, 78% dos brasileiros consomem notícias online, e apenas 10% leem jornais impressos — o menor índice desde o início da pesquisa. O celular é a principal ferramenta: 82% usam o smartphone para se manter informados. O uso de computador caiu de 81% (2013) para 52% (2025).
As redes sociais dominam: YouTube (37%), Instagram (37%) e WhatsApp (36%) são as principais plataformas usadas para acompanhar notícias. O TikTok já é fonte informativa para 18% dos brasileiros, superando o antigo Twitter (9%). Já o Facebook caiu para 28%.
A confiança segue moderada: 42% dizem confiar nas notícias na maior parte do tempo. No entanto, 46% evitam o noticiário com frequência. A figura do influenciador digital ganhou força: muitos usuários recorrem a criadores como fontes ocasionais, reforçando a personalização do consumo.
Apenas 17% dos brasileiros pagam por notícias digitais. O uso de inteligência artificial como fonte de informação começa a aparecer: 9% dos brasileiros usam assistentes de IA, número que sobe para 12% entre os mais jovens.
No cenário global, os dados reforçam a desaceleração das mídias tradicionais e a ascensão de redes sociais e IA. Plataformas como TikTok ultrapassam o X (antigo Twitter). A preocupação com desinformação atinge 58% dos entrevistados no mundo. O relatório reforça o desafio do jornalismo: se manter relevante num ambiente hiperfragmentado, personalizado e algoritmizado.
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