Transexual é assassinada a facadas em Florianópolis

Foto: Arquivo pessoal

Uma transexual foi assassinada a facadas na Avenida Lions Internacional, em Ingleses, na madrugada de terça-feira (04). Isabelle Colstt, de 27 anos, levou sete golpes de faca de dois homens que desceram de um carro preto, nas proximidades da subestação da Celesc, e a mataram. Pelas redes sociais, amigos e familiares denunciaram que ela já havia sido vítima de homofobia há duas semanas e denunciou. Além de Isabelle, outra transexual também ficou ferida e está internada no hospital em estado grave. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios.

A Polícia Militar (PM) atendeu a ocorrência e afirmou que a sobrevivente informou, antes de ser levada ao hospital, que dois homens desceram de um carro preto e iniciaram as agressões. A investigação foi iniciada para apurar as circunstâncias que envolvem o ataque contra as transexuais. A avenida onde ocorreu o crime tem sido ponto frequente de presença de transexuais em Ingleses, principalmente no período noturno.

O Conexão apurou que a vítima sobrevivente está internada e ainda não pode colaborar com a polícia com mais informações. O caso dela inspira cuidados. Assim que ela recuperar a consciência, pode passar informações que ajudem os policiais a chegar nos suspeitos do crime.

Outra transexual morta

Transsexual Jennifer do Santinho é assassinada no Norte da Ilha
Foto: Arquivo Pessoal

Em março de 2017, a transexual Jennifer Célia Henrique, na época com 38 anos, foi assassinada a pauladas em uma construção nos Ingleses. Ela era nativa da Praia do Santinho. Um ano e sete meses depois, um Júri popular no Fórum de Florianópolis condenou o réu Dik Greison Isidoro da Silva pelo assassinato da transexual. A pena imposta pela juíza substituta Monica Benelli Paulo Prazeres, da Vara do Tribunal do Júri, foi de 12 anos de prisão em regime fechado. O julgamento durou cinco horas. Jennifer vivia com os pais numa casa na Estrada Vereador Onildo Lemos, na Praia do Santinho, e ajudava na rotina da casa e cuidava dos pais. A morte da transexual gerou uma comoção entre os moradores que a conheciam.

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