O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta segunda-feira que o país não busca desenvolver armas nucleares, mas continuará exercendo seu direito à energia atômica e à pesquisa científica. A declaração foi feita em meio a uma escalada de tensões com Israel, poucos dias após o premiê israelense Benjamin Netanyahu prometer novos ataques aéreos contra a capital iraniana.
Pezeshkian reiterou o posicionamento histórico da República Islâmica, citando a fatwa [decreto religioso] do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, proibindo categoricamente a produção de armas de destruição em massa.
Ainda assim, Israel ameaça intensificar a ofensiva. Em discurso neste sábado (14), Netanyahu declarou abertamente: “Em um futuro muito próximo, vocês verão aviões da Força Aérea israelense sobrevoando os céus de Teerã. Atacaremos cada local e cada alvo do regime aiatolá.”
O primeiro-ministro israelense afirmou que as forças do país já causaram “danos graves” às instalações nucleares do Irã nos últimos dias e prometeu continuar os bombardeios para, segundo ele, “neutralizar a ameaça dupla: nuclear e balística”.
O início dos ataques de Israel ao Irã
Na madrugada de quinta-feira (13), Israel lançou uma série de ataques contra alvos no Irã, incluindo centros de pesquisa e instalações ligadas ao programa atômico e também complexos residenciais civis onde viviam cientistas ligados ao programa.
Netanyahu classificou a operação como “muito bem-sucedida”, alegando ter atingido “o coração” do projeto nuclear iraniano. Ele também celebrou a eliminação de cientistas-chave, o que, segundo ele, atrasaria por anos o avanço tecnológico iraniano.
A retaliação iraniana
A resposta iraniana veio com força. Mais de cem drones e mísseis balísticos foram disparados em direção a Tel Aviv e Jerusalém. Apesar do sistema de defesa israelense ter interceptado a maioria dos projéteis, diversos impactos foram registrados no território de Israel. Desde então, os dois países mantêm uma troca constante de ataques, mergulhando a região em um novo ciclo de violência e instabilidade.
Ao reafirmar que o Irã não deseja armas nucleares, Pezeshkian envia uma mensagem clara à comunidade internacional: o programa nuclear iraniano tem fins pacíficos e científicos, e qualquer tentativa de impedir esse desenvolvimento é um ataque direto à soberania e ao progresso legítimo do país.
ENTENDA O PROGRAMA NUCLEAR DO IRÃ LENDO O ARTIGO.
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