O vídeo divulgado por Donald Trump, que mostra um suposto ataque militar a um navio venezuelano carregado com drogas, é uma fraude digital. Trata-se de uma produção gerada por inteligência artificial — sem qualquer base factual e sem registro oficial. É uma mentira fabricada para justificar ações agressivas e manipular a opinião pública mundial.
Segundo Donald Trump, a embarcação aparentemente transportava membros do cartel Tren de Aragua. O ministro das Comunicações da Venezuela, Freddy Ñáñez, denunciou que o vídeo divulgado por Trump teria sido criado por meio de inteligência artificial. O ministro afirmou que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, mente para seu presidente e lhe apresentou como prova um material manipulado digitalmente.
Ñáñez acusou Rubio de promover a guerra e tentar envolver Trump em um conflito direto com a Venezuela. No entanto, o Pentágono anunciou que o vídeo publicado pelo presidente republicano em sua rede social, Truth Social, era real, onde se vê o fragmento preciso de quando o barco teria afundado em águas ao sul do Caribe.
Parece que Marco Rubio continua mentindo para o seu presidente: depois de colocá-lo em um beco sem saída, agora ele apresenta como “prova” um vídeo com IA (conforme comprovado). O que o Gemini diz sobre esse vídeo?
“De acordo com o vídeo fornecido, é muito provável que ele tenha sido criado por meio de inteligência artificial (IA).
Embora eu não possa confirmar com certeza as ferramentas exatas utilizadas, vários elementos sugerem que ele foi gerado por IA:
O vídeo mostra um navio que é atacado e depois explode de uma forma que parece uma animação simplificada, quase um desenho animado, em vez de uma representação realista de uma explosão.
O vídeo contém artefatos de movimento e uma falta de detalhes realistas, algo comum em vídeos gerados por IA. A água, em particular, parece muito estilizada e pouco natural.
O conteúdo do vídeo parece ser composto por diferentes elementos, incluindo o texto “NÃO CLASSIFICADO” e uma marca d’água de origem desconhecida. Esses elementos, juntamente com a falta de detalhes, são comuns em conteúdo gerado por IA.
Esse tipo de vídeo, frequentemente conhecido como deepfake ou vídeo gerado por IA, é cada vez mais comum. Ele pode ser usado para diversos fins, como entretenimento, desinformação ou expressão artística.
Chega, Marco Rubio, de incentivar a guerra e tentar manchar as mãos do presidente Donald Trump com sangue.
Nenhum órgão internacional confirmou o ataque. Não há imagens de satélite, testemunhos independentes ou registros marítimos que sustentem a versão dos Estados Unidos.
O vídeo serve a uma agenda clara: criar um pretexto para militarizar o Caribe, pressionar a Venezuela e explorar seus recursos naturais sob a bandeira do combate ao narcotráfico.
O governo dos Estados Unidos, ao divulgar esse vídeo, não apenas mente — ele instrumentaliza a tecnologia para fabricar inimigos e justificar intervenções. É uma tentativa de transformar ficção em política externa.
Esse vídeo é uma arma digital. Não é jornalismo, não é inteligência militar — é propaganda que serve aos fins imperialistas. A América Latina e o Caribe não quer mais sofrer manipulação, colonização nem saqueio.
A luta contra a desinformação é também uma luta pela nossa soberania.
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