Líder golpista que foi recebido no Itamaraty, Camacho afirma que pode ser candidato à Presidência da Bolívia

Em maio deste ano, "Macho" Camacho teve reuniões com o chanceler brasileiro Ernesto Araújo no Itamaraty e disse que recebeu apoio do governo Jair Bolsonaro para “definir as estratégias para as eleições”, que foram vencidas por Evo Morales

Camacho (centro) diante de uma Bíblia no Palácio Quemado, sede do governo em La Paz

Por Victor Farinelli.

O líder do movimento de extrema-direita Comitê Cívico de Santa Cruz de la Sierra, Luis Fernando Camacho, anunciou nesta terça-feira (26), em entrevista ao diário local La Razón, que pode se candidatar à Presidência do país, nas eleições de 2020. Em maio deste ano, “Macho” Camacho teve reuniões com o chanceler brasileiro Ernesto Araújo no Itamaraty e disse que recebeu apoio do governo Jair Bolsonaro para “definir as estratégias para as eleições”, que foram vencidas por Evo Morales.

Principal instigador do movimento golpista, Camacho afirma que sua candidatura depende apenas da conformação de uma frente única opositora contra o MAS (Movimento ao Socialismo, partido de Evo).

“Estou disposto a assumir a responsabilidade e o dever cívico, mas primeiro é preciso haver um consenso com os demais espaços, para evitar dividir os votos do nosso setor”, afirmou o líder golpista.

Vale lembrar que Camacho foi a figura que concluiu o golpe de 10 de novembro invadindo o Palácio Quemado (sede do Executivo boliviano) com uma bíblia, e realizando um culto improvisado, com a justificativa de que “a bíblia voltou ao poder neste país”.

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