Marcha para o Gabinete do Governador de Imbabura em Ibarra
“Somos combatentes, não somos terroristas”, é o slogan com o qual um grupo de cidadãos e comunidades indígenas se mobilizou pelas ruas de Ibarra, nas quais podem ser vistos cartazes com slogans contra o governo.

Um grupo de cidadãos marcha em direção ao Governo de Imbabura, em Ibarra, no dia 30 de setembro de 2025, com cartazes rejeitando o Governo de Daniel Noboa.Comunicação Povo Kichwa Karanki / Facebook
As pessoas, que se mobilizaram pacificamente, foram para as proximidades da Província de Imbabura, onde acreditam que o presidente Daniel Noboa está localizado, de acordo com a mídia comunitária.
#ParoNacionalEcuador | Protesto de estudantes e cidadãos na #Quito, Plaza Indoamérica.
Em solidariedade com os povos indígenas na resistência e rejeição às medidas econômicas da #DanielNoboa.
JUSTIÇA PARA EFRAIN
Exigimos justiça, verdade e reparação!
Do coração da resistência, a transferência para Quiroga para nos despedirmos do nosso irmão #EfraínFuerez, membro da comunidade Kichwa assassinado pelas Forças Armadas, na repressão ordenada por #DanielNoboa.
#ParoNacional2025 | Em Charicando e Guamote (#Chimborazo), as comunidades permanecem firmemente na resistência. A voz do povo se levanta contra o Decreto 126 e a repressão ao governo de Daniel Noboa.
A greve não para, a luta continua!

Câmara de Transportes de Cuenca ainda aguarda dinheiro dos programas de compensação
Em entrevista à Radio Cómplice FM, o presidente da Câmara de Transportes de Cuenca, Diego Idrovo, disse que as transportadoras se inscreveram nos programas de compensação do Governo, mas até agora não receberam os recursos:
“Fizemos esses arranjos. Não poderíamos ser contra algo que foi aceito nacionalmente, então também optamos por fazer esse registro. Esperamos que, nestes dias, essa transferência de valores seja feita”, disse Idrovo.
O dirigente explicou que, na opinião da Câmara de Transportes de Cuenca, não é sustentável para o setor oferecer o serviço com os preços atuais das passagens.
“Não podemos sustentar o serviço de Cuenca com essa taxa de 30 centavos e 4 centavos de subsídio”, acrescentou, e destacou que eles seriam “condicionados” pelas decisões do Município.
Diante da ausência de ônibus à noite, Idrovo comentou que “ações foram tomadas fora do horário de pico” e nas rotas noturnas, embora tenha descartado ter medidas coordenadas para as manhãs.
Greve Nacional | Em Huaycopungo, San Rafael de la Laguna (Otavalo), a comunidade conseguiu repelir um comboio militar que tentava sitiar seus territórios desde a madrugada.
Exigimos o fim imediato do cerco, justiça para Efraín Fuerez e liberdade para os detidos.
O povo organizado mostra que a luta não morre: a força está nas ruas, nas comunidades e na unidade.
#ParoNacional2025 | Na Rodovia Pan-Americana do Norte, no semáforo de Peguche, comunidades e organizações prestam homenagem em memória de #EfraínFuerez, um membro da comunidade Kichwa morto durante a repressão militar em #Cotacachi.

A vida de Efraín representa a dignidade e a resistência dos povos. Seu assassinato é um crime de Estado que não será esquecido.
#JusticiaParaEfraín, liberdade para os detidos e fim da repressão!

#ParoNacional2025 | Da comunidade de San Francisco de Cajas denunciamos: não somos terroristas ou pescadores, somos agricultores. Exigimos a liberdade dos 12 de #Imbabura.
A resistência continua!
#ParoNacional2025 | Em #Ibarra, os povos do campo e da cidade se mobilizam em unidade.
O povo Karanki exige a revogação do Decreto 126 que atinge o povo, a libertação imediata dos camaradas detidos e o fim da repressão estatal.
A resistência continua nas ruas, defendendo a vida, a dignidade e os direitos coletivos.
#ParoNacional2025 | Em Alausí (Chimborazo), as comunidades indígenas permanecem na estrada Riobamba-Cuenca, nono dia de resistência.
Eles se levantam contra as medidas econômicas e a repressão do governo #DanielNoboa.
Comissão de Direitos Humanos da Assembleia aprova moção para monitorar possíveis abusos
Com aprovação unânime, a Comissão de Garantias Constitucionais, Direitos Humanos, Direitos Coletivos e Interculturalidade, presidida pelo Correismo, apoiou uma moção para iniciar um processo formal de fiscalização de possíveis abusos e violações de direitos humanos no âmbito das mobilizações sociais da greve nacional deste 2025.
A Conaie vai à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia e denuncia ataque militar em Huaycopungo
O presidente da Conaie, Marlon Vargas, e a presidente da organização indígena, Ercilia Castañeda, foram à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia “para denunciar a violência do Estado”, disse o grupo em uma mensagem.
Na comissão, foram expostos vários vídeos publicados nas redes sociais que mostram supostas violações de direitos humanos.

Líderes da Conaie comparecem perante a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Nacional, em 30 de setembro de 2025 em Quito.Comissão de Garantias Constitucionais, Direitos Humanos, Direitos Coletivos e Interculturalidade
Ao mesmo tempo, a Conaie denunciou por meio de suas redes sociais um “ataque militar” na comunidade de Haycopungo-Otavalo com gás lacrimogêneo.
Prefeito de Ibarra confirma início de diálogo entre o Governo e os indígenas
Representantes do Governo de Daniel Noboa e setores indígenas iniciaram diálogos “frontais e formais” em 29 de setembro de 2025, conforme revelado pelo prefeito de Ibarra, Álvaro Castillo, em entrevista em 30 de setembro ao canal Teleamazonas.
Segundo o prefeito, havia cerca de 100 líderes indígenas e alguns “ministros de Estado” que conversaram.
“Continuamos com as estradas fechadas, apesar de ontem já ter começado um diálogo frontal e formal entre representantes do governo nacional e setores camponeses indígenas”, disse Castillo.
O prefeito disse que as primeiras abordagens ocorreram no sábado, 27 de setembro.
Segundo Castillo, foi após essa abordagem inicial que os veículos com necessidades básicas foram autorizados a passar.
Quatro soldados foram libertados, diz o Exército
O Exército confirmou que quatro soldados supostamente sequestrados no contexto da greve nacional foram libertados. “No momento, procedimentos legais, exames médicos e revisão de material bélico estão sendo realizados com os órgãos competentes”, informou a Diretoria de Comunicação da instituição.
Após esses procedimentos, os quatro soldados serão entregues ao Exército.
Quatro dos 17 soldados detidos em Cotacachi foram libertados, confirma o Exército
Forças Armadas apresentaram queixa pelo suposto sequestro de militares
As Forças Armadas informaram que em 28 de setembro apresentaram queixa ao Ministério Público, pelo suposto crime de sequestro. A ação se refere a “soldados detidos no setor de Cotacachi (província de Imbabura)”.
A instituição acrescentou que a Procuradoria Especializada em Crime Organizado Transnacional e Internacional (FEDOTI) assumiu o caso, que também está sendo investigado pela Unidade Nacional Antissequestro e Extorsão da Polícia.
O governo afirma que 17 soldados foram “sequestrados” durante as manifestações. O presidente da Conaie, Marlon Vargas, se manifestou no dia 29 de setembro.
Vargas disse que não conhece a situação dos soldados supostamente detidos pelos indígenas. “Não somos sequestradores ou extorsionários”, acrescentou ele em uma coletiva de imprensa.
Tradução: Deepl com supervisão do Portal Desacato.
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