
Fotos e informe: Guilherme Bernal, para Desacato.info.
Segundo a professora de Educação Infantil e ativista feminista, Lígia, “Liu”, que faz parte da Frente Catarinense pela legalização e descriminalização do aborto, é importante entrar em contato com o coletivo para defender a pauta contra o avanço da extrema direita sobre as conquistas realizadas. Também para garantir a estrutura para a realização dos cuidados e atendimentos no SUS.

Amanhã, dia 28 de setembro, é o dia de luta latino-americano e caribenho pela legalização e descriminalização do aborto. Em Florianópolis optou-se por fazer hoje, um dia antes, porque é um dia de muita presença de cidadãos e cidadãs no Centro da cidade, cultura muito arraigada nos sábados ilhéus.
Segundo uma militante existem hospitais que tem fechado o serviço desses cuidados. Também a profissionais perseguidos/as pela prática consagrada em lei do aborto terapéutico, o que significa um grande retrocesso. Por outro lado, os grupos conservadores pretendem sequestrar o direito da mulher sobre seu corpo.<
Até os 14 anos toda gravidez é considerada justificativa de aborto legal porquanto a criança ainda não tem capacidade de discernir sobre as consequências de um estupro presumido de vulnerável. Muitas vezes, inclusive, a criança não denuncia a gravidez e, até mesmo, não a identifica. Por isso é inaceitável que uma visão retrógrada, sem nenhum amparo da ciência, queira fazer esse crime contra as crianças e outras mulheres em condição de vulnerabilidade.

Com seu lenço verde, originário das primeiras mobilizações na Argentina, a militante Míriam (à esquerda da foto de capa), residente em Santa Catarina também esteve presente. Ela diz que a visão conservadora antiaborto procura manter os privilégios do machismo e do patriarcado na sociedade. Por isso, salienta Miriam, há que lutar com esperança na expectativa de vencer os interesses da barganha política dos setores conservadores. Finaliza lembrando o direito das mulheres a decidir por suas vidas.
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