Assembleias entre MST e INCRA debatem efetivação da Reforma Agrária no PR

Depois de muitos anos, novo governo trouxe de volta o cenário de diálogo com Incra e esperança para as famílias da Reforma Agrária Popular.

Assembleia Popular pela Reforma Agrária reúne 400 pessoas na região noroeste do Paraná. Foto: Antonio Kanova

Por Jade Azevedo na Página do MST.

No dia 17 de agosto aconteceu a última assembleia popular em Planaltina do Paraná. O superintendente do Incra (PR), Nilton Bezerra Guedes, viajou de Norte a Sul do estado e se reuniu com as famílias acampadas e assentadas do MST.

O mutirão de Assembleias Populares de Mobilização Permanente pela Reforma Agrária do Paraná começou no mês passado, no dia 17 de julho em Pinhão. A ação compõe a agenda itinerante do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) com o MST com o intuito principal de que o governo esteja junto ao povo para negociar as pautas de luta das famílias Sem Terra.

A mobilização que passou por Guarapuava, Goioxim, Rio Bonito do Iguaçu, Quedas do Iguaçu, Jardim Alegre, Clevelândia, Ponta Grossa, Imbaú, Londrina, São Jerônimo, Congonhinhas, Cascavel e Planaltina do Paraná. Ao todo foram 14 reuniões em que as famílias Sem Terra puderam partilhar com o superintendente suas necessidades.

Dilce Noronha, direção estadual, comentou que no Paraná existe um passivo grande na demanda pela reforma agrária. São 83 acampamentos, formados por cerca de 7 mil famílias, “todas já com comunidades consolidadas”, enfatiza. Algumas comunidades existem há mais de 30 anos, e ainda lutam pela regularização fundiária.

Assembleia em Congonhinhas reúne dois acampamentos, oito assentamentos e a brigada Olga Benário. Foto: Dilce Noronha e Bruna Zimpel

Dilce comentou ainda sobre a importância do órgão público retomar às áreas de Reforma Agrária Popular. “Estamos vivendo em um novo cenário na luta pela terra e Reforma Agrária. A vinda do INCRA para nossos territórios tem sido de fundamental importância, oportunidade de entregarmos nossas pautas e abriu-se também as portas do diálogo, necessário e esperançador para o público da reforma agrária”.

Sobre as áreas de assentamento as demandas estancadas são para o desenvolvimento permitindo que as famílias possam aumentar suas produções, a geração de renda, a transição no modo de produção, atualização cadastral das famílias, infraestrutura, liberação de crédito, retomadas de programas de apoio ao pequeno agricultor, fomento à agroindústria e comercialização, recuperação e melhoria das estradas, ampliação das estruturas coletivas das comunidades, entre outras demandas.

 

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