África do Sul processará os EUA e o Reino Unido como cúmplices de Israel

As manifestações em apoio à Palestina aumentam. Mais de 24 mil pessoas são registradas como mortas em Gaza desde outubro. Foto: EFE

Por Telesur.

A equipe de advogados sul-africanos, que está movendo o processo contra Israel por genocídio em Gaza na Corte Internacional de Justiça (CIJ), anunciou na segunda-feira que está preparando um processo separado contra os governos dos EUA e do Reino Unido por cumplicidade nos crimes de guerra sionistas.

Um dos líderes dos advogados, Wikus Van Rensburg, disse que o novo processo teria como objetivo levar os cúmplices do genocídio aos tribunais civis.

Nesse sentido, destacou que eles estão em contato com seus colegas nos EUA e no Reino Unido depois de terem escrito várias cartas para a Corte Internacional de Justiça e para representantes de vários países a fim de concretizar a ação legal.

Wikus Van Rensburg enfatizou que, mesmo que Washington não aceite a decisão do tribunal internacional, deveria pelo menos receber sanções como a Alemanha, que continua a pagar reparações pelo holocausto.

O Ministro das Finanças da África do Sul, Enoch Godongwana, disse que os advogados “estão seguindo o estado de direito e os princípios legais” ao recorrer a uma instituição estabelecida pelas Nações Unidas.

“Os defensores de Israel, é claro, incluindo o Reino Unido, dirão que nosso pedido é um absurdo, mas há apoio mundial para nossa opinião de que, de fato, nosso caso é substancial e nós o defendemos”, disse ele.

Em contrapartida, o Ministro das Relações Exteriores britânico, David Cameron, disse que as alegações eram “absurdas”. O porta-voz de segurança nacional da Casa Branca, John Kirby, disse que a alegação era “contraproducente e completamente sem mérito”.

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