
Por Rafiqa Salam*
Respondemos ao chamado com amor e respeito ao martírio do grande líder, o Aiatolá Seyyed Ali Khamenei: devemos nos erguer! Em honra ao sangue derramado no enfrentamento à opressão, ao sionismo e ao imperialismo norte-americano, devemos nos levantar assim como fizeram Ahmed Yassin, Qasem Soleimani, Abu Baqir al-Saadi, Ismail Haniyeh, Sayyed Hassan Nasrallah, Yahya Sinwar e todos os combatentes que sacrificaram suas vidas.
É em pleno mês de Muharram — o período mais sagrado de luto para os muçulmanos xiitas, cujo décimo dia é a Ashura, data que relembra o martírio do Imam Hussein (neto do Profeta Muhammad) na Batalha de Karbala no século VII — que ocorrem as cerimônias de despedida de Khamenei. Com o punho cerrado, milhares de iranianos e apoiadores internacionais saem às ruas e, em lágrimas, prestam homenagem ao grande líder, assassinado em um bombardeio promovido por Israel e pelos EUA no dia 28 de fevereiro de 2026. Neste brutal ataque, também foram mortos seus familiares, incluindo sua neta de apenas 1 ano e 2 meses.
As cerimônias fúnebres de Khamenei e de seus familiares iniciaram-se no dia 3 de julho, na Grande Mesquita Mosalla, reunindo autoridades do governo iraniano e delegações estrangeiras; aproximadamente 100 países enviaram chefes de Estado, embaixadores e parlamentares. O cortejo público passará por cidades iranianas e se deslocará até o Iraque, passando por Najaf, no Santuário do Imam Ali, e por Karbala, onde descansa o Imam Hussein. No dia 9 de julho, ocorrerá o sepultamento em sua cidade natal, Mashhad, no Santuário do Imam Reza.
A vitória do Eixo da Resistência sobre as agressões israelenses e estadunidenses demonstrou ao mundo o que a força e a unidade revolucionária podem alcançar na defesa da soberania. Mesmo com o triunfo, o Irã segue em alerta, sem arrogância ou prepotência, pois sabe que a vitória final ainda não chegou. Ela emergirá da construção coletiva dos militantes internacionais, da Resistência Palestina e do Eixo da Resistência, que já enfrentam, unidos, a entidade sionista, o governo Trump, os países cúmplices e as monarquias árabes traidoras.
O luto e a resistência caminham juntos. Cada momento fortalece a sagrada bandeira vermelha — a mesma que tremula sobre o Santuário do Imam Hussein — e, pelo “sangue injustamente derramado”, respondemos: devemos nos levantar! Unidos, cumprimos a promessa de resistência, sacrifício e vingança contra os opressores. Para a consolidação de um mundo mais justo e multipolar, é imprescindível o fim do sionismo e do império estadunidense. Continuamos o legado dos mártires na defesa da soberania do Irã, pela conquista da Palestina livre e pela expulsão do exército sionista do sul do Líbano. Precisamos nos erguer, pois a paz é fruto da justiça!
*Lema oficial exibido nos cartazes do funeral do Aiatolá Ali Khamenei, em Teerã, é “Devemos nos levantar” (ou “Precisamos nos erguer”). A frase, acompanhada pelo símbolo do punho cerrado para simbolizar força e resiliência, foi apresentada por Iman Attarzadeh, porta-voz do Comitê Oficial responsável pela organização das cerimônias de despedida do Aiatolá Ali Khamenei.
*Rafiqa Salam, ativista da Causa Palestina – [email protected]
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