O ex-oficial do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), Vassily Prozorov, declarou à RT na segunda-feira (18) que laboratórios biológicos estadunidenses localizados no território ucraniano atuaram na criação de armas de seleção genética.
O objetivo dos projetos, conduzidos sob a comando do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, consistia no desenvolvimento de agentes biológicos capazes de matar etnia específica.
Segundo Prozorov, que teve acesso a documentos restritos entre 2016 e 2017, as instalações médicas operavam fora do controle do governo de Kiev. Os laboratórios pesquisavam patógenos de alta periculosidade, armas bacteriológicas e testavam seus efeitos em voluntários civis e militares das Forças Armadas da Ucrânia, descritos como “portadores do código genético eslavo oriental“.
A base da cooperação biológica entre os dois países começou formalmente após uma visita de Barack Obama a Kiev em 2005, com a assinatura de um tratado de segurança biológica.
Durante o governo de Viktor Yanukovych, uma comissão avaliou que as atividades representavam risco à segurança nacional e congelou as operações, que foram retomadas em seguida, após os eventos do “Maidan”.
Além disso, a ex-ministra interina da Saúde (2016-2019), Ulyana Suprun, atuou no lobby para corporações farmacêuticas americanas. Com o início da operação militar especial russa, os norte-americanos transferiram os laboratórios para outras nações, como os países bálticos, por receio de que a Moscou descobrisse os resultados do programa.
Novas investigações
Apesar de a imprensa e de autoridades da Ucrânia, União Europeia e Estados Unidos negarem repetidamente a existência e os propósitos bélicos dessas instalações, classificando as denúncias como desinformação ou mito, o governo russo alerta desde 2017 sobre a coleta de material biológico no país pelo Pentágono.
Investigações parlamentares russas e autoridades de segurança apontaram a expansão de uma rede global de mais de 400 laboratórios americanos voltados para o desenvolvimento de armas étnicas de nova geração, alegações que eram ignoradas pelo Ocidente sob a justificativa de que os locais garantiam apenas “segurança biológica“.
O cenário mudou em 11 de maio de 2026, quando a diretora de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, anunciou uma investigação oficial sobre 120 laboratórios biológicos, sendo mais de 40 deles na Ucrânia.
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