Na tarde de 22 de abril de 2026, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, estudantes expulsaram dois pré-candidatos ligados ao bolsonarismo após uma ação considerada provocativa dentro do campus.
A provocação e a reação estudantil
Os pré-candidatos Douglas Garcia (União Brasil) e Marília Amaral (PL) foram até a Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich) visando gravar vídeos e interagir com estudantes. A estratégia incluía um desafio público: oferecer um pagamento via Pix para quem conseguisse “provar” que Luiz Inácio Lula da Silva seria melhor para o Brasil do que Jair Bolsonaro.
A iniciativa foi rapidamente interpretada como provocação política. Estudantes se aglomeraram no local e passaram a protestar com palavras de ordem como “Recua, fascista”.
Escalada de conflito e retirada do campus
Representantes estudantis acusam os pré-candidatos de agressões e uso de spray de pimenta. A equipe dos políticos afirma que eles foram vítimas de ataques e agiram em legítima defesa, pretexto que sempre dão quando fazem esse tipo de ação.
A segurança universitária interveio e determinou a retirada dos visitantes do campus. A saída ocorreu sob pressão dos manifestantes, que cercaram os pré-candidatos até sua evacuação do local.
Universidade como espaço de disputa
Em nota, os pré-candidatos classificaram o ocorrido como um ataque à liberdade de expressão e ao pluralismo. Já estudantes e organizações acadêmicas apontaram a ação inicial como uma tentativa de provocação deliberada, destinada a gerar conflito e visibilidade nas redes sociais.
Polarização e política performática
O caso também ilustra um fenômeno crescente na política contemporânea brasileira: a “performatividade do conflito”. A presença de influenciadores e pré-candidatos em ambientes universitários, com ações desenhadas para viralizar, indica uma estratégia de engajamento baseada na polarização e na confrontação direta.
Nesse contexto, o ambiente universitário torna-se não apenas um espaço de debate, mas um palco de disputas simbólicas — em que diferentes projetos políticos buscam legitimidade, visibilidade e mobilização.
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Fonte: Leia a matéria original no Correio Braziliense
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