
Cadena 3
WASHINGTON — O diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos EUA, Joe Kent, anunciou sua renúncia na terça-feira, argumentando que “não pode, em sã consciência”, apoiar a guerra contra o Irã, iniciada pelo governo do presidente Donald Trump.
Kent afirmou nas redes sociais que o Irã não representa “nenhuma ameaça iminente” ao país, acrescentando que a decisão de iniciar a guerra foi resultado da pressão exercida por Israel e seu influente lobby nos Estados Unidos.
O ex-candidato político, que tem ligações com grupos de extrema-direita, foi confirmado em seu cargo em julho passado por uma votação de 52 a 44.
Em sua função à frente do Centro Nacional de Contraterrorismo, Kent era responsável por analisar e detectar potenciais ameaças terroristas. Antes de ingressar no governo Trump, ele concorreu sem sucesso a uma vaga no Congresso pelo estado de Washington e serviu nas Forças Armadas, incluindo 11 missões como membro das Forças Especiais (Boinas Verdes), além de ter trabalhado para a CIA.

Os democratas se opuseram à sua confirmação, citando suas ligações com figuras da extrema-direita e teorias da conspiração. Durante sua campanha para o Congresso em 2022, Kent contratou Graham Jorgensen, membro do grupo Proud Boys, como consultor. Ele também trabalhou com Joey Gibson, fundador do grupo nacionalista cristão Patriot Prayer, recebendo apoio de diversas figuras da extrema-direita.
Durante sua audiência de confirmação no Senado, Kent foi questionado sobre sua participação em um grupo de bate-papo do Signal usado pela equipe de segurança nacional de Trump para discutir planos militares sensíveis. No entanto, os republicanos defenderam suas credenciais em contraterrorismo, destacando sua experiência militar e em inteligência.
O senador Tom Cotton, presidente da Comissão de Inteligência, elogiou Kent por ter “dedicado sua carreira ao combate ao terrorismo e à proteção dos americanos”. Apesar das críticas, sua renúncia evidencia as tensões dentro do governo Trump em relação à política para o Oriente Médio.
Tradução ao português feita por IA, com revisão da Redação do Portal Desacato.
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