Apoio a Cuba no Reino Unido e nos Estados Unidos

Políticos, lideranças sindicais, intelectuais ampliam a solidariedade com Cuba

Redação com Chancelaria de Cuba, TeleSUR e agências.
O apoio à soberania de Cuba e a rejeição da ingerência americana continuam a ganhar força no Reino Unido.
Mais de 100 parlamentares, líderes sindicais, acadêmicos e figuras da cultura juntaram-se ao “Chamado Urgente pela Paz e Soberania”, promovido pela Campanha de Solidariedade com Cuba (CSC), elevando para mais de 4.000 o número total de assinaturas em defesa do Direito Internacional.

Enquanto isso, o deputado americano Jim McGovern (democrata por Massachusetts) apresentou um novo projeto de lei com o objetivo de revogar a base legal do embargo econômico que os Estados Unidos mantêm contra Cuba há mais de seis décadas.

A iniciativa surge em resposta às ações do atual governo americano, que impôs tarifas comerciais aos países que negociam petróleo com a ilha.

Congressista dos EUA pressiona por lei para revogar o bloqueio contra Cuba

ALMA Plus TV (Venezuela)

O congressista Jim McGovern apresentou o projeto de lei HR 7521 para revogar o bloqueio dos EUA contra Cuba. O deputado, democrata de Massachusetts, apresentou um novo projeto de lei nos Estados Unidos para revogar o bloqueio contra Cuba, que ele descreveu como fracassado e obsoleto.

Em sua conta no Twitter, o legislador foi direto: NOTÍCIAS: Hoje apresentei um projeto de lei para revogar o bloqueio dos EUA contra Cuba. A iniciativa, registrada como HR 7521, busca desmantelar a estrutura legal que, por décadas, restringiu o comércio, as viagens, as telecomunicações e as trocas bilaterais.

Por mais de seis décadas, os Estados Unidos adotaram uma mentalidade falha e ultrapassada da Guerra Fria em relação a Cuba. Nosso embargo, que já dura mais de 60 anos, tem sido ineficaz e contraproducente: prejudica o povo cubano, fortalece os radicais, gera mais refugiados e mina nossa posição no mundo.

O congressista insistiu que a política adotada por Washington não alcançou os objetivos proclamados. Tentamos a mesma coisa por mais de 60 anos, e fracassou por mais de 60 anos.

Uma mudança legislativa frente à linha dura

A proposta de McGovern surge em resposta às ações do governo Trump para endurecer as restrições energéticas contra a ilha. Nesse contexto, o legislador defendeu uma mudança de paradigma: “Vamos tentar algo diferente: vamos abrir as coisas!”

A legislação visa suspender o embargo, dando às empresas, empreendedores, turistas e universidades dos EUA maior acesso. Segundo McGovern, a expansão dos laços econômicos e acadêmicos beneficiaria tanto o povo cubano quanto os setores produtivos dos EUA.

Um projeto de lei semelhante foi apresentado no Senado, refletindo que o debate nos Estados Unidos está se estendendo para além da Câmara dos Representantes e reacendendo a discussão sobre a real eficácia das sanções.

McGovern também destacou o impacto migratório das políticas atuais: o governo Trump alega querer reduzir a imigração, mas sua própria postura intransigente apenas incentiva a migração para os Estados Unidos, piorando as condições de vida em Cuba.

Diplomacia e soberania como eixos

O congressista argumentou que o caminho para maiores liberdades não reside na pressão econômica, mas no diálogo: Vamos promover a liberdade e a democracia por meio da diplomacia e do engajamento.

Em uma crítica direta aos linha-dura, ele afirmou: Deixemos que os cubanos que vivem na ilha decidam seu próprio futuro, não Marco Rubio ou Donald Trump.

Ele enfatizou ainda: É hora de descartar as políticas antigas, obsoletas e fracassadas do passado e tentar algo diferente. Vamos nos concentrar no povo cubano e tratá-lo como seres humanos que desejam viver com dignidade e liberdade. O povo cubano — e não os políticos em Washington — deve decidir sobre seus próprios líderes e seu próprio futuro.

O Projeto de Lei HR 7521 reacende, assim, um debate estrutural na política dos EUA em relação a Cuba e coloca novamente a discussão sobre soberania, diplomacia e cooperação em primeiro plano, diante de mais de 60 anos de embargo.


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