Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP: A Bahia não está à venda. Não aceitaremos retrocessos

A Petrobrás não pode desconsiderar que a história do petróleo no Brasil começou na Bahia

Foto: Felipe Dana / Ag. Petrobras (2023)

Por Lívia Ferrari e Maíra Santafé.

Rio de Janeiro, 7 de julho de 2025 – Inaceitável! A presidente da Petrobrás, Magda Chambriard, foi extremamente infeliz ao declarar à imprensa que a companhia estaria considerando vender o polo de produção onshore da Bahia. Tamanha foi a minha incredulidade que cheguei a pensar que se tratava de uma fake news.

Passamos por esse terror no governo passado. Vender esse polo é rasgar a história da Petrobrás e ignorar o papel estratégico da Bahia para o setor energético nacional. A produção de petróleo onshore no estado nunca esteve atrelada ao preço do barril no mercado internacional. Ela representa a presença do Estado brasileiro no desenvolvimento econômico e social da região, gerando emprego e renda para o povo baiano.

Esse polo foi fundamental para o nascimento da indústria do petróleo no Brasil. É uma oportunidade de a Petrobrás retomar sua expertise em produção onshore, abandonada durante os governos de Temer e Bolsonaro.

Milhares de trabalhadores e trabalhadoras da Petrobrás foram transferidos da Bahia para outras regiões do país por causa das privatizações desses anos. Agora estão voltando e não podem ser tratados como joguetes.

A retomada das atividades no estado é uma reparação histórica. A Petrobrás não pode desconsiderar que a história do petróleo no Brasil começou na Bahia. Já foram anunciados R$ 16 bilhões em investimentos na região nos próximos cinco anos, com profissionais altamente qualificados comprometidos em dobrar a produção atual.

Em 2024, a produção de petróleo na Bahia gerou cerca de R$ 257 milhões em tributos e participações governamentais. A contratação de novas sondas e o reforço da infraestrutura operacional estão impulsionando a economia local.

Não aceitaremos retrocessos. A FUP vai buscar apoio do presidente Lula e do Ministério de Minas e Energia para evitar que eventuais planos de liquidação de ativos prosperem.

 

 

 

 


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