Websérie explora vivências de artistas catarinenses durante a pandemia

Transmissão de lançamento será dia 23 de março, às 17h, no canal do youtube da websérie e reúne artistas convidados e equipe de produção audiovisual

Foto: Leonam Nagel. Equipe de produção e artistas do episódio teatro

A arte tem sido responsável por retratar os tempos ao longo da História. A nível global ou local, artistas são afetados pelos contextos em que estão inseridos. “Arte por quê? Arte pra quê?”, em sua segunda edição, vem com esse objetivo. Através da série documental em vídeo, é direcionado o olhar sobre a produção artístico-cultural a partir deste lugar e deste tempo: o trabalho de profissionais da arte e da cultura em Itajaí durante a pandemia do novo coronavírus, decretada mundialmente em março do ano passado.

A websérie, que foi viabilizada por edital da Lei Aldir Blanc através da Fundação Cultural de Itajaí, conta com três episódios refletindo sobre três diferentes áreas: a música, as artes visuais e o teatro. Respectivamente, serão acompanhados: Chico Preto, Sarah Uriarte e Kim Coimbra, e a Téspis Cia. de Teatro, formada por Denise da Luz e Max Reinert. No dia 23 de março, às 17 horas, acontece no canal de YouTube do projeto o seu lançamento ao vivo com os artistas convidados e a equipe de produção, composta pela Prosa Cultural e a Azul Filmes. Após o bate-papo, serão exibidos os três episódios, que ficarão disponíveis no canal.

Chico Preto, no primeiro episódio, relata como vivenciou o período de distanciamento do palco e como criou uma nova relação com o público a partir do show “O Caçador de Poesias”, intermediado por telas pela primeira vez em 2020. Participam do episódio sua esposa e jornalista Fabricia Prado e o baterista Mario Jr. No segundo vídeo desta temporada, Sarah Uriarte e Kim Coimbra contam como ressignificaram o espaço das galerias itajaienses através da criação de um portal virtual que as reunisse, no qual expuseram “o espaço entre nós”. Quem também participa é o ator Mauro Filho, e as artistas visuais Bill e Romy Huber. Por último, no episódio três, os integrantes da Téspis Cia. de Teatro, Denise da Luz e Max Reinert com os convidados: Leonam Nagel, Matheus Groszewica e Sabrina Francez, conversam sobre o fazer teatral distante do encontro físico, comentando, por exemplo, sobre a construção do espetáculo infantil “PaPeLê”.

Azul Filmes/Divulgação

Esta nova edição de “Arte por quê? Arte para quê?” tem como fio condutor o compartilhamento de experiências de cada artista nela retratado, narrando os desafios e também os instantes felizes encontrados por cada um deles no cenário pandêmico. Para os artistas de Itajaí, em Santa Catarina, e de todo o Brasil, houveram problemas que foram desde a adaptação para o meio digital até a dificuldade de acesso às políticas públicas emergenciais, conseguidas através do grande esforço de defensoras e defensores da arte e da cultura.

Juny Hugen, uma das idealizadoras do projeto, que teve a sua primeira versão em 2019 como seu TCC em Jornalismo, ressalta que há muitas pautas que ficam abertas para discussão como desdobramentos dessa conjuntura. A consolidação do mundo virtual como espaço de trabalho é um dos destaques trazidos por ela como um ponto em comum entre os artistas entrevistados. Além disso, coloca como um acordo entre eles a permanência da discussão em torno da instabilidade do setor frente à realidade política atual.

Mais do que investigar profissionalmente como o novo quadro de saúde pública afetou a vida dos artistas, a série traz uma dimensão pessoal com falas de familiares e amigos. Desse modo, a temporada vincula experiências em comum com quaisquer pessoas que possam entrar em contato com a produção, sejam elas artistas ou não. Todos tiveram, de algum modo, que repensar o seu cotidiano e encontrar meios de atravessar o momento histórico atual, o que cria um elo de alteridade e reconhecimento.

Incentivadora do projeto e proponente desta edição, Camila Gonçalves, da Prosa Cultural, comenta que a série vai além do diálogo sobre a transposição da arte para o ambiente on-line. “É um material para sensibilizar e questionar o público sobre a importância da arte como ferramenta de reflexão sobre a nossa própria realidade”, afirma.

Azul Filmes/Divulgação

O nome do projeto traz em si os questionamentos que “Arte por quê? Arte pra quê?” objetiva provocar. Juny enfatiza que a arte tem sido uma companheira diária para enfrentar os dias de um modo ainda mais significativo desde o último ano. Pontua também que, como consequência do desmonte que o campo artístico e cultural tem sofrido nos últimos anos, há pessoas tratando com desdém algo que faz parte das suas vidas, seja através de uma imagem ou de uma música.

“Acredito que o ‘Arte por quê? Arte pra quê?’ venha para correlacionar essa cadeia que começa no criador e termina no público”, coloca Juny sobre a valorização que acredita que a iniciativa possa fomentar aos profissionais da área. “Além disso, mostra para as pessoas que na cidade onde elas vivem existem artistas maravilhosos produzindo muitas coisas, mesmo em tempos difíceis”, finaliza.

Serviço:

O que: Lançamento da websérie Arte por quê? Arte pra quê?

Quando: Dia 23 de março, às 17h

Onde: Canal do youtube do projeto (link: https://www.youtube.com/channel/UCN8OI-eM3dkK9j5dAFIKQ2A )

Ficha técnica:

Produção e comunicação: Camila Gonçalves

Direção, roteiro e montagem: Juny Hugen

Direção de fotografia, edição e finalização: Maicon Renan

Técnico de som direto e mixagem de som: Bruno Golembiewiski

Diretor de fotografia: Leonam Nagel

Assessoria de comunicação: Joá Bitencourt

Designer gráfico: Daniel Olivetto

Patrocínio: Fundação Cultural de Itajaí através do Edital Nº 011/2020 Chamamento Público Edital de Credenciamento de Prêmios E Projetos Artístico-culturais Oriundos da Lei nº 14.017 de 29 de junho de 2020 – Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc.

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