“Se o Brasil anda mal, nós andamos mal”, diz Mujica após visitar Lula

Ex-presidente uruguaio visitou Lula nesta quinta-feira em Curitiba e falou do atual momento do Brasil.

Foto: Gibran Mendes

Por Júlio Carignano.

O ex-presidente e atual senador do Uruguai, Pepe Mujica, visitou nesta quinta-feira (21) o ex-presidente Lula na sede da Polícia Federal em Curitiba. O último contato entre os amigos havia acontecido em 19 de março no Parque Internacional, na fronteira entre as cidades de Santana do Livramento (RS) e Rivera (Uruguai), durante a caravana de Lula pelo Rio Grande do Sul.

Três meses após o encontro, Mujica relatou que viu um amigo com quilos a menos, mas como um bom ânimo. “Vim dar um abraço em um velho amigo de luta. Ele está com bom ânimo e com uns quilos a menos. Lendo muitos livros e preocupado com o futuro do Brasil e da América Latina”, disse o uruguaio em entrevista coletiva à imprensa após sair da Polícia Federal.

O ex-presidente uruguaio destacou o papel de liderança de Lula junto aos demais países da América Latina, lembrando que o brasileiro era tratado como um “irmão mais velho” pelos  demais governantes dos países vizinhos. Para Pepe Mujica, o Brasil precisa resgatar esse papel de liderança no continente e cobrou astúcia e grandeza dos países latino americanos neste momento.

O uruguaio afirmou que está torcendo para que o Brasil supere o atual momento de crise após golpe de 2016. “Somos de um país pequeno [Uruguai] que fica entre dois países gigantes, que são o Brasil e a Argentina. Quando um país vizinho nosso se resfria, nós uruguaios também ficamos gripados. Meu desejo é que o Brasil possa superar seus problemas. Se o Brasil anda bem, nós também andamos bem. Se o Brasil anda mal nós também andamos mal”, declarou Mujica.

Em recado à militância presente na vigília Lula Livre, o ex-tupamaro de 83 anos disse que o petista representa a luta de uma causa que não pode ser encarcerada e que transcende gerações. “A causa dos homens e mulheres que lutam nunca estará presa, pois ela caminha com as pernas e braços dos companheiros. Essa luta não começou com vocês e com nós, nem irá terminar com nossa vida. Vale a pena dedicar uma parte do milagre de estar vivo para servir a causa da igualdade”, conclui o uruguaio.

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