Repúdio ante a eleição dos Magistrados em Honduras

Novamente a conspiração reluz em Honduras. O desrespeito ao Estado de Direito que está sofrendo esta nação na eleição da nova magistratura da Corte Suprema de Justiça, é um fato consumado por certa classe empresarial mercenária. Quem manipulam alguns deputados do Congresso Nacional. O povo deve estar hoje mais do que nunca nas ruas, para arrebatar o poder destes mercenários.

 Por Ronnie Huete Salgado, de Tegucigalpa, para Desacato.info (Texto e foto)

Ante os novos acontecimentos que debilitam o Estado de Honduras, seus cidadãos têm saído às ruas para condenar rotundamente o que está ocorrendo no Congresso Nacional.

A eleição dos magistrados que integrarão a Corte Suprema de Justiça (CSJ), os próximos 7 anos e a ingerência que esta posse de parte do poder executivo, presidido por Juan Orlando Hernández, só é uma peça que consolida ainda mais a ditadura.

Os cidadãos em Honduras demandam que o voto dos deputados do Congresso Nacional seja do conhecimento público para fazer valer um verdadeiro Estado de Direito no país. Por sua vez que se respeite a independência entre os poderes do Estado.

A intenção de votar de forma secreta pelos magistrados do que será a nova Corte Suprema de Justiça, só demonstra o obscurantismo  com o qual estão acostumados a legislar, comprovando assim, serem os principais motivadores da impunidade em Honduras.

A criação de um novo regulamento para a eleição dos magistrados é outra conspiração mercenária destes parasitas.

O ferido Estado de Direto no qual tem vivido Honduras nos últimos anos e o patético serviço que tem desempenhado a CSJ ao sentenciar justiça são agravantes que demonstram o alto grau de corrupção e impunidade no que se tem desenvolvido.

Violentando deste modo a lei do Estado de Honduras, cujo contexto foi redigido pela elite hondurenha, para que só os pobres a cumpram.

Esta nova eleição dos magistrados da CSJ, só vem consolidar a ditadura que vive Honduras, nos últimos 7 anos, sincronizando-se entre os três poderes do Estado.

Honduras pertence a uma população de 8 milhões de habitantes, e não a uma elite financeira, mercenários do país.

Por tal motivo, a extrema militarização dos prédios do Congresso Nacional, desde o dia 25 de janeiro de 2016, vem comprovar o medo que invade os deputados do Congresso, já que desta forma coíbem a liberdade de expressão de seus cidadãos, quem repudiam massivamente o procedimento “legislativo” na eleição dos magistrados.

Essa mesma e extrema militarização, também tenta calar as vozes dissonantes contra a ditadura que tenta dominar extremamente a CSJ, e que atropela a liberdade de expressão e de imprensa, direitos universais, segundo o estipula a Carta Universal dos Direitos Humanos.

Aos 27 dias do mês de janeiro de 2016 se dão a conhecimento público internacional e nacional  estes acontecimentos repudiáveis, cimentados na desonestidade e afastados da honradez, e o espírito das virtudes, que devem caracterizar a moral de quem governam um Estado.

  

Qualquer atentado ou ameaça para o autor deste artículo é responsabilidade de quem representam e governam o Estado de Honduras e seus invasores o os que menciono no presente artículo.

Versão em português: Raul Fitipaldi, de América Latina Palavra Viva – Traduções, para Desacato.info

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