Milhares de mulheres manifestam-se no México contra a violência

Manifestação de mulheres Cidade do México no 8M. Foto: Berenice Zambrano, Flickr. Imagem ilustrativa

Sequestros, assédio, agressões. As mulheres da Cidade do México dizem que este é o seu quotidiano nas deslocações de metrô. Por isso, milhares decidiram manifestar-se este sábado.

No texto da convocatória podia ler-se que querem “tornar visível” o seu “descontentamento” relativamente a esta situação. Num protesto que utilizou a hastag #VivasNosQueremos nas redes sociais para ajudar à mobilização.

O ponto de encontro da manifestação foi o Monumento à mãe. Depois desfilaram pelo Paseo de La Reforma. Mas, ainda antes de aqui chegarem, vários grupos de mulheres aproveitaram a viagem de metrô para começar o protesto gritando: “señor, señora: no sea indiferente, se mata a las mujeres en la cara de la gente” e “¡Vivas se las llevaron, vivas las queremos!”

As manifestantes, vestidas de roxo, guardaram um minuto de silêncio em memória das vítimas e exigiram justiça para as assassinadas. “Nem uma a mais” foi outra das palavras de ordem repetidas.

Para além de saírem às ruas estas mulheres estão a organizar-se nas redes sociais. Marian Lira, uma das organizadoras, notou a importância destes espaços virtuais para a denúncia das violências cometidas. Acredita que estas denúncias muitas vezes não têm passado daí por medo. Mas não deixa de realçar a importância delas para tornar visível o problema. E, assim, propiciam que mais mulheres contem as suas histórias.

Estas mulheres pretendem também organizar-se em redes de apoio contra a violência de genérico de forma a “romper com a indiferença”.

Para facilitar as denúncias criaram um formulário online e têm um mapa detalhado das agressões e tentativas de sequestro que foram confirmadas em 2018 e 2019.

 

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