Eleições mexicanas manchadas de sangue

Foto: Paola Rojas

Por Ana Rosa Moreno, de Puebla, México, para Desacato.info.

Tradução de Raul Fitipaldi, para Desacato.info. (Port./Esp.)

Deixando de lado a parafernália dos nossos quatro lutadores da democracia, é importante destacar que não só vamos votar um presidente federal, mas, também escolheremos128 senadores e 500 deputados federais, além de 972 deputações locais e também 8 governadores, a chefatura do governo da Cidade Autônoma de México, 1596 prefeituras, 184 câmaras de vereadores e 16 intendências.

As eleições no México se têm caracterizado por ser das mais caras e que mais enchem a rua de lixo de propaganda eleitoral, mas neste 2018 se caracterizaram por ser as mais sangrentas. Até o momento deste artigo vão 110 assassinatos de aspirantes a cargos públicos, funcionários, ex-funcionários e integrantes de partidos políticos.

De acordo com a consultora Etellekt, que colocou à disposição da opinião pública e da cidadania em geral seu indicador de Violência Política no México. A maioria dos políticos assassinados durante o processo eleitoral pertenciam ao Partido Revolucionário Institucional – PRI. Dos 110 políticos assassinados, 37 pertenciam a esse partido.

“O assassinato de candidatos como recurso para determinar o resultado de uma eleição não é uma raridade nem um procedimento inédito na democracia eleitoral mexicana. Talvez o caso mais emblemático é o assassinato do candidato presidencial (primeiro nas pesquisas) Luis Donaldo Colosio, nas vésperas da eleição federal de 1994” Arsinoé Orihuela Ochoa, Resumen Latinoamericano, 26 de março de 2018.

De acordo com uma matéria do jornal mexicano Excelsior, desde o dia 8 de setembro de 2017, junto com o processo eleitoral também se iniciou a onda de crimes políticos, basicamente, cada três dias um candidato a cargos públicos é assassinado, assim como prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e integrantes de partidos políticos em diferentes entidades do país.

Os políticos foram assassinados com armas de foto, calcinados e incluso desmembrados, com foi o caso de Jaime Rodriguez González, vereador de Jolalpa, município do estado de Puebla, em outubro de 2017. As agressões se  apresentaram em nível municipal, mas, além dos assassinatos e as ameaças físicas e verbais, também se registraram seqüestros.

De setembro de 2017 a março de 2018 se registraram 63 assassinatos, sendo Guerrero o estado com mais atentados violentos contra os candidatos. Além do que também se registraram assassinatos de políticos em Veracruz, Pueba, Oaxaca, Estado de México, Tamaulipas, Sonora, San Luis Potosí e Jalisco.

A Procuradoria Geral da República já iniciou as investigações pertinentes para determinar se os ataques a políticos na contenda eleitoral estão relacionados com os cartéis ou grupos de crime organizado. Consideramos que também deveriam investigar se outros políticos estão implicados. O governo mexicano chamou os políticos a não incitar a violência.

Luis Almagro, secretário geral da Organização de Estados Americanos – OEA, assegurou que é preocupante a violência contra candidatos e líderes políticos no México. “Há uma média de um assassinato de candidato a cada quatro ou cinco dias, isso é uma margem de violência inaceitável num processo eleitoral. Nos preocupa demais”.

Recentemente, a vereadora de Juchitán, Pamela Itzamaray Terán Pineda, foi assassinada em seu município com mais duas pessoas. Enquanto, em Huauchinango, Puebla, a candidata do Partido Verde Ecologista de México (PVEM), Juany Maldonado, foi assassinada com outra militante do Verde. Com elas, somam já 110 políticos assassinados nesta jornada eleitoral, de acordo com a Etellekt.

Apenas resta um mês de campanha eleitoral, falta nada para fazermos fila no local de votação e decidir quem será quem nos represente e leve pelo bom caminho da democracia nosso descomposto, mas, andante trem chamado México. Enquanto isso no seguimos informando de assassinatos, seqüestros e ameaças aos candidatos e seguimos vendo um governo incapaz de oferecer segurança a estas eleições que são tão importantes.

Indicador da Violência Política (atualização Junho 2, 2018): Aumenta a 110 o número de políticos assassinados no México, somando-se 5 casos nos estados de Puebla, Oaxaca, Tamaulipas, Sonora e Guerrero. Destes 110 casos, 15 eram mulheres.

 

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Elecciones mexicanas manchadas de sangre

Por Ana Rosa Moreno, de Puebla, México, para Desacato.info.

Dejando a atrás la parafernalia de nuestros cuatro luchadores de la democracia, es importante destacar que no sólo vamos a votar por un presidente federal, también escogeremos 128 senadores  y 500 diputados federales más  972 Diputaciones Locales y también 8 Gobernadores, la Jefatura de Gobierno de la Ciudad de México, 1596 Ayuntamientos, 184 Juntas Municipales y 16 Alcaldías.

Las elecciones en México se han caracterizado por ser de las más caras y de las que más llenan las calles con basura de propaganda electoral pero en este 2018 se ha caracterizado por ser las más sangrientas. Ya que hasta la fecha se han contado 110 asesinatos de aspirantes a cargos públicos, funcionarios, ex funcionarios e integrantes de partidos políticos.

De acuerdo a la consultora Etellekt quien ha puesto a  disposición de la opinión pública y ciudadanía en general su Indicador de Violencia Política en México, la mayoría de políticos asesinados durante proceso electoral pertenecían al Partido Revolucionario Institucional. De los 110 políticos asesinados, 37 eran miembros de este instituto político.

“El asesinato de candidatos como recurso para determinar el resultado de una elección no es una rareza ni un procedimiento inédito en la democracia electoral mexicana. Tal vez el caso más emblemático es el asesinato del candidato presidencial (puntero) Luis Donaldo Colosio, en las vísperas de la elección federal de 1994” Arsinoé Orihuela Ochoa, Resumen Latinoamericano, 26 de marzo de 2018.

De acuerdo a una nota del periódico mexicano Excélsior, desde el 8 de septiembre del 2017, día en que se inició el proceso electoral también inicio la ola de crímenes políticos, básicamente cada tres días un candidato a puestos de elección es asesinado, así como alcaldes, ex alcaldes, regidores e integrantes de partidos políticos en diferentes entidades del país.

Los políticos han sido asesinados con armas de fuego, calcinados e incluso desmembrados como fue en el caso de Jaime Rodríguez González, regidor de Jolalpa, municipio del estado de Puebla, en octubre del 2017. Las agresiones se han presentado a nivel municipal pero además de asesinatos y amenazas físicas y verbales también se han registrado secuestros.

De septiembre del 2017 a marzo del 2018 se registraron 63 asesinatos, siendo Guerrero el estado con másatentados violentos contra los candidatos. Además también se han registrado asesinatos de políticos en Veracruz, Puebla, Oaxaca, Estado de México, Tamaulipas, Sonora, San Luis Potosí y Jalisco.

La procuraduría General de la Republica ya inició las investigaciones pertinentes para determinar sí los ataques a políticos en la contienda electoral están relacionados con los cárteles o grupos de crímenes organizados, consideramos que también deberían investigar si otros políticos están implicados. El gobierno mexicano ha llamado a los políticos a no incitar a la violencia.

Luis Almagro, secretario general de la Organización de Estados Americanos, aseguró que es preocupante la violencia en contra de candidatos y líderes políticos en México.  “Va a un promedio de un asesinato de un candidato cada cuatro o cinco días, eso es un margen de violencia absolutamente inaceptable en un proceso electoral. Nos preocupa sobremanera”.

Recientemente la regidora con licencia de JuchitánPamela Itzamaray Terán Pineda, fue asesinada en su municipio junto con otras dos personas. Mientras, en Huauchinango, Puebla, la candidata del Partido Verde Ecologista de México (PVEM), Juany Maldonado fue asesinada junto con otra militante del Verde. Con ellas, suman ya 110 políticos asesinados en esta jornada electoral,deacuerdo a Etellekt.

Solo queda un mes de campaña electoral, estamos a nada de hacer fila en la casilla electoral para votar y decidir quién será quien nos represente y lleve por el buen camino de la democracia a nuestro descompuesto pero en movimiento tren llamado México, mientras tantos nos seguimos enterando de asesinatos, secuestros y amenazas hacia los candidatos y seguimos viendo a un gobierno incapaz de ofrecer seguridad a estas elecciones que son tan importantes.

Indicador de Violencia Política (actualización Junio 2, 2018): Aumenta a 110 el número de políticos asesinados en México, sumándose 5 casos más en los estados de Puebla, Oaxaca, Tamaulipas, Sonora y Guerrero.  De estos 110 casos, 15 eran mujeres.

Foto de tapa: Paola Rojas

Ana Rosa Moreno é licenciada em Relações Internacionais e mora em Puebla, México.

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