Donald Trump usa discurso na ONU para atacar China

Presidente dos EUA chamou o Sars-Cov-2 de ‘vírus chinês’, apesar de já constatado que o vírus não foi criado em laboratório

 

Foto: EFE/EPA/MICHAEL REYNOLDS

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira, e atacou a China. O norte-americano criticou a forma com que o país asiático gerenciou a crise de coronavírus. Ele falou logo após o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.

O norte-americano chamou o Sars-Cov-2 de “vírus chinês”, apesar de já constatado que o vírus não foi criado em laboratório. “Nos primeiros dias do vírus, a China fechou-se para viagens domésticas, mas permitiu que as pessoas saíssem da China e infectassem o mundo”, disse Trump. Em seguida, ele pediu para que a ONU responsabilize os chineses.

No último mês de abril, o Escritório da Direção de Inteligência Nacional dos EUA emitiu um comunicado onde concorda com o consenso científico de que o vírus da covid-19 não foi feito pelo homem ou geneticamente modificado em laboratório.

Trump ainda acusou o governo chinês de controlar a Organização Mundial da Saúde (OMS). “Eles falsamente declararam que não havia evidência de transmissão entre humanos. Depois, afirmaram falsamente que as pessoas sem sintomas não poderiam espalhar a doença. A ONU precisa responsabilizar a China pelas suas ações”, defendeu.

Discurso ‘pela paz’

Depois de atacar a China, Donald Trump afirmou, na ONU, que os Estados Unidos são o “maior líder de defesa de direitos humanos no mundo”. Como exemplo, ele citou a retirada de tropas norte-americanas do Afeganistão, mas não falou sobre as mais de 100 mil crianças detidas, sozinhas ou com seus pais, por razões vinculadas à imigração ilegal.

Em seguida, deixou uma mensagem de ameaça. “Somos a maior potência militar. Temos as mais poderosas e avançadas armas. Esperamos nunca ter de as usar”, disse Trump, invocando o enorme investimento que os EUA têm feito no desenvolvimento militar.

De olho na reeleição, o presidente dos Estados Unidos também disse às Nações Unidas para mudarem suas prioridades. “Se a ONU quiser ser uma organização eficiente, precisa ter foco nos problemas reais do mundo. Isso inclui terrorismo, a opressão de mulheres, trabalho forçado, tráfico de drogas e de pessoas, perseguição religiosa e limpeza étnica de minorias”.

Anistia Internacional, uma organização com lado e para um lado

Anistia Internacional, uma organização com lado e para um ladoLeitoras e leitores do Portal Desacato e audiência do JTT Agora, bom dia.Na segunda-feira passada, a Anistia Internacional publicou mais um dos seus discutíveis informes sobre as ações dos governos da região durante a pandemia. Ao gosto desta organização internacional, muito acreditada na grande mídia, a Venezuela nunca falta nos informes sobre repressão. Países cujos governos reprimem sem parar raramente aparecem nessas listas da sacralizada organização. O Chile de Sebastián Piñera, por exemplo, o qual já foi presidido pela atual Alta Comissária para os direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet. Segundo um trecho do informe que resgata o sítio de Rádio França Internacional em português “autoridades da Venezuela, Paraguai e El Salvador vêm ‘prendendo’ milhares de pessoas em centros de quarentena de forma inadequada, violando os direitos humanos”. Silêncio total da Anistia Internacional frente as agressões que cometem semanalmente os grupos macristas na Argentina contra as pessoas que defendem a quarentena. Pareceria que a organização quer enxergar a politização que em todo o mundo tomou conta da pandemia, desde as brigas intestinas até a guerra das vacinas. À violência dirigida aos profissionais da saúde por grupos religiosos e apoiadores de governos como o de Bolsonaro no Brasil, nada. Só uma menção crítica sobre as soluções miraculosas que no Brasil e nos Estados Unidos, os parceiros, Bolsonaro e Trump ofereceram à sociedade. A violência da desigualdade social que leva a que os ricos e setores da classe média, em toda América Latina, tenham vantagem de superar a pandemia frente aos empobrecidos, desempregados e discriminados do sistema, que são a imensa maioria, não merece uma linha crítica da Anistia. No informe não falta uma canelada em direção à China. Pudendo citar alguns casos gritantes como as posições negacionistas no início da pandemia do primeiro ministro Boris Johnson, a Anistia, segundo Rádio França Internacional, se mencionou como exemplo o caso do oftalmologista chinês Li Wenliang, que lançou o alerta em dezembro de 2019 e foi convocado pela polícia e punido por "espalhar rumores". Li Wenliang morreu em fevereiro, contaminado pela doença. Como se a suposta punição tivesse originado a morte de Weinliang. Anistia reclamou em julho que algumas ONGs não obtiveram permissão para ajudar as comunidades com água, alimentos e tratamento médico. Claro, sempre tendo a Venezuela no foco de sua denúncia. É interessante comparar dois tratamentos diversos em manchetes da própria Rádio França em relação com denúncias semelhantes da Anistia Internacional. Sobre as atitudes contra os direitos humanos de Bolsonaro, a Anistia faz campanha segundo a manchete do sítio da rádio pública francesa: “Em campanha, Anistia Internacional denuncia desrespeito de Bolsonaro aos direitos humanos.” Já quando o assunto se refere à Venezuela, Anistia, segundo o título do sítio, é muito mais enfática: “Anistia Internacional denuncia crimes contra a humanidade na Venezuela.#NossaOpinião #Desacato13Anos #AOutraInformação

Posted by Desacato on Wednesday, September 23, 2020

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