Criada a ‘Frente Ampla Nacional em Defesa das Diretas Já’

Publicado em: 06/06/2017 às 14:21
Criada a ‘Frente Ampla Nacional em Defesa das Diretas Já’

Reunindo mais de 55 entidades representativas de diferentes setores da sociedade civil, de um amplo espectro político, foi criada na segunda-feira (5), em Brasília, a “Frente Ampla Nacional pelas Diretas Já”. Em nota, o grupo de entidades que criou a frente afirma que a saída para a crise no Brasil depende “fundamentalmente da participação do povo nas ruas e nas urnas”. “A manutenção de Temer ou sua substituição sem o voto popular significa a continuidade da crise e dos ataques aos direitos, hoje materializados na tentativa de acabar com a aposentadoria, os direitos trabalhistas e as políticas públicas, além de outras medidas que atentam contra a soberania nacional”, diz o texto.

 A nova presidenta do PT Nacional, senadora Gleisi Hoffmann (PR), lembrou que o “ 6º Congresso Nacional do PT – Marisa Letícia Lula da Silva“ tirou por unanimidade a resolução das Diretas Já e da não participação dos parlamentares do partido em um eventual colégio eleitoral para escolher de forma indireta o próximo presidente da República.

 “Nós já não participamos do colégio eleitoral em 85, na eleição de Tancredo, quando era para acabar com a Ditadura. Não há nenhuma justificativa para participar de um colégio eleitoral para continuar com o golpe. O que sairá de uma eleição indireta do Congresso Nacional, pode ter absoluta certeza, não será a favor dos trabalhadores, não será a favor do povo brasileiro”, garantiu.

 Confira a íntegra nota de criação da frente:

 NOTA

Frente Ampla Nacional pelas Diretas Já

O Brasil atravessa uma grave crise política, econômica, social e institucional. Michel Temer não reúne as condições nem a  legitimidade para seguir na presidência da República. A saída desta crise depende fundamentalmente da participação do povo nas ruas e nas urnas. Só a eleição direta, portanto a soberania popular, é capaz de restabelecer legitimidade ao sistema político.

 A manutenção de Temer ou sua substituição sem o voto popular significa a continuidade da crise e dos ataques aos direitos, hoje materializados na tentativa de acabar com a aposentadoria, os direitos trabalhistas e as políticas públicas, além de outras medidas que atentam contra a soberania nacional.

 As diversas manifestações envolvendo movimentos sociais, artistas, intelectuais, juristas, estudantes e jovens, religiosos, partidos, centrais sindicais, mulheres, população negra e LGBTs demonstram a vontade do povo em definir o rumo do país.

 Por isso, conclamamos toda a sociedade brasileira a se mobilizar, tomar as ruas e as praças para gritar bem alto e forte: Fora temer! Diretas já! E Nenhum direito a menos! O que está em jogo não é apenas o fim de um governo ilegítimo, mas sim a construção de um Brasil livre, soberano, justo e democrático.

 Assinam:

Frente Brasil Popular – FBP

Frente Povo Sem Medo – FPSM

Centra Única dos Trabalhadores – CUT

Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais – ABONG

Associação das Mulheres Brasileira – AMB

Associação Nacional de Pós Graduandos – ANPG

Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho – ANAMATRA

Brigadas Populares

Central dos Movimentos Populares – CMP

Central dos Sindicatos Brasileiros – CSB

Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB

Central Pública

Centro de Atendimento Multiprofissional – CAMP

Coletivo Quem Luta Educa/MG

Comissão Brasileira de Justiça e Paz da CNBB – CBJP

Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio – CNTC

Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE

Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino – CONTEE

Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos – CNTM

Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – CONTAG

Conferência dos Religiosos do Brasil – CRB

Conselho Federal de Economia – CONFECON

Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil – CONIC

FASE Nacional

Fora do Eixo / Mídia Ninja

Fórum de Lutas 29 de abril/PR

Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito

Frente de Juristas pela Democracia

Instituto de Estudos Socioeconômicos – INESC

Central Intersindical – INTERSINDICAL

Juntos

Koinonia

Levante Popular da Juventude

Marcha Mundial das Mulheres – MMM

Movimento Camponês Popular – MCP

Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST

Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – MTST

Movimento Humanos Direitos – MHUD

Movimento Nacional contra a Corrupção e pela Democracia – MNCCD

Movimento pela Soberania Popular na Mineração – MAM

Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista – MAIS

Partido Comunista do Brasil – PC do B

Partido dos Trabalhadores – PT

Partido Socialismo e Liberdade – PSOL

Partido Socialista Brasileiro – PSB

Pastoral Popular Luterana

Rede Ecumênica da Juventude – REJU

Rua Juventude Anticapitalista – RUA

Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo

União Brasileira de Mulheres – UBM

União da Juventude Socialista – UJS

União Geral dos Trabalhadores – UGT

União Nacional dos Estudantes – UNE

Fonte: Rede Mundo.

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