4 de novembro: Jornada Continental pela Democracia e contra o Neoliberalismo

Segundo confederação, nova onda neoliberal que avança sobre o continente apresenta agenda comum de enfraquecimento do Estado.

ornada Continental Movimentos das Américas articulam resistência contra nova onda neoliberal que afeta o continente
Jornada Continental: Movimentos das Américas articulam resistência contra nova onda neoliberal que afeta o continente

São Paulo – Sindicatos, movimentos sociais, coletivos feministas e de defesa do meio ambiente das Américas se organizam na Jornada Continental pela Democracia e contra o Neoliberalismo. No Brasil, os eventos ocorrem no próximo dia 4, com plenária na Câmara dos Vereadores de São Paulo para debater o enfrentamento às transnacionais e ao livre comércio, além a defesa da democracia e da integração dos povos.

O secretário de Política Econômica e Desenvolvimento Sustentável da Confederação Sindical dos Trabalhadores das Américas (CSA), Rafael Freire, lembra que a Jornada surgiu no ano passado, para comemorar a derrota Área de Livre Comércio das Américas (Alca), acordo econômico que privilegiaria os Estados Unidos.

Agora, segundo Rafael, o continente vive nova ofensiva neoliberal, que tem como agenda comum que afeta a todos os países o ataque à democracia e a consequente imposição de um programa de enxugamento do estado, com retirada de direitos dos trabalhadores e aumento da exploração, que não foi escolhido pelas urnas.

“É uma questão de toda a América Latina. É um ataque muito forte que estamos sofrendo. O comum (em todos os países) é a retirada direitos dos trabalhadores, com flexibilização da jornada de trabalho e ataques à seguridade social”, afirma o secretário da CSA em entrevista à Rádio Brasil Atual na manhã de quarta-feira 26 de outubro.

Para ele, essa etapa atual da ofensiva neoliberal também incluiu uma nova rodada de tratados de livre comércio propostos pelas potências que enfraquece a soberania dos demais países, conjugado com a atuação das multinacionais que procuram os países com menor proteção social para retirar os maiores lucros.

Como exemplo dos ataques à democracia, Rafael cita processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, que ela classifica como “golpe”, e o “terrorismo midiático” promovido contra os governos da Venezuela, Nicarágua e El Salvador. Segundo ele, os movimentos devem se articular em todo o continente para resistir a essa onda. “A ideia é acumular forças até a reconquista da democracia em nossos países e a derrota do neoliberalismo.”

Na Argentina, estão previstas mobilizações na Praça de Maio, tradicional reduto de mobilização popular em Buenos Aires. No Uruguai, deve ocorrer greve geral parcial, com paralisações por algumas horas. No Brasil, além da plenária na Câmara paulistana, também haverá panfletagem no centro de São Paulo para conscientizar sobre as ameaças representadas pelo neoliberalismo.

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Fonte: RBA.

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