Voltas às aulas presenciais preocupa por crianças não imunizadas

Relatório da Rede de Pesquisa Solidária analisa números da covid na faixa etária e discute importância da testagem e outros protocolos no retorno às aulas presenciais

Preocupação dos pesquisadores responsáveis pela nota é principalmente com a proteção das crianças, que estão vulneráveis ao vírus da covid-19

Rede de Pesquisa Solidária, criada para melhorar a qualidade da gestão de políticas públicas, divulgou o Boletim 36, com foco na vacinação de crianças e jovens menores de 11 anos. Essa faixa etária permanece sem acesso aos imunizantes mesmo em um momento de retorno às aulas presenciais.

A professora Lorena Barberia, do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e membro da Rede de Pesquisa Solidária, afirma que a preocupação dos pesquisadores responsáveis pela nota é principalmente com a proteção das crianças, que estão vulneráveis ao vírus da covid-19. “A gente precisa pensar na vacinação, nos protocolos, na testagem e em todo esse pacote de medidas ser coerente para garantir maior saúde e segurança a essas faixas etárias”, diz.

Proporção de pessoas com idades de 12 a 17 anos em 2020 no Brasil por unidade federativa (A), proporção de pessoas desta faixa etária que receberam uma dose da vacina contra COVID-19 (B) ou duas doses da vacina (C) até 11 de outubro de 2021 – Foto: Reprodução

O boletim também discute a letalidade do vírus em crianças. “Vemos uma elevação importantíssima de hospitalizações de crianças e adolescentes, algumas chegam a óbito e algumas ficam com sequelas que duram mais de 12 semanas”, afirma Lorena, ao comentar a chamada covid longa e a necessidade de cuidados mesmo após a alta. A professora ressalta a importância de manter e fortalecer os protocolos de segurança, não flexibilizá-los, como tem sido feito.

Média do Índice de Segurança de Retorno às Aulas Presenciais (ISRAP) para os Estados brasileiros no primeiro semestre de 2021 – Foto: Reprodução

A nota técnica número 36 pode ser acessada na íntegra clicando aqui.

Edição de entrevista à Rádio USP

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