Um dia depois da marcha do “Dia da Memória” na Argentina, e no dia em que começou o julgamento aos que tentaram o golpe de estado no Brasil, em 8 de janeiro, Julio Simón, mais conhecido como “El Turco Julián”, um dos torturadores policiais do centro de detenção clandestino El Olimpo durante a última ditadura civil-militar, morreu aos 84 anos.
Ele foi condenado três vezes por crimes contra a humanidade e estava cumprindo pena na Unidade nº 34 do Serviço Penitenciário Federal, em Campo de Mayo.
Durante o Processo de Reorganização Nacional, liderado por Jorge Rafael Videla, Emilio Masera e Orlando Agosti, ele também comandou as forças-tarefa responsáveis ??pelos sequestros e desaparecimentos de pessoas entre 1976 e 1983.
Depois que Raúl Alfonsín se tornou presidente e a democracia retornou ao país, Simón viajou e permaneceu no Brasil, onde trabalhou como segurança e guarda-costas em caráter particular. Ele retornou à Argentina quando as leis do Punto Final e da Obediencia Debida foram aprovadas.
As frases de El Turco Julián
Sua primeira condenação foi em 2003, quando o Congresso Nacional revogou as leis que impediam o julgamento de responsáveis por crimes contra a humanidade durante a última ditadura. O segundo foi três anos depois, condenado pelo Tribunal Federal Oral n.º 5 da Capital Federal, a 25 anos de prisão, pela “detenção ilegal e tortura” de José Poblete e Gertrudis Hlaczik e pela “ocultação” da filha do casal que, na época, era um bebê de oito meses.
Por fim, ele foi condenado a 23 anos de prisão no caso ‘Batalhão 601’, por “sequestro, tortura e desaparecimento forçado” de pessoas entre 1979 e 1980.
Seu uso de suásticas e seu antissemitismo declarado eram de conhecimento público, particularmente quando ele torturava pessoas que professavam o judaísmo. O diretor de cinema Jorge Taglioni (sequestrado com sua esposa grávida em 1978) até mesmo relatou que ele usou uma “bandeira nazista” como uma braçadeira e mostrou “maior crueldade” em sua tortura de detentos judeus que permaneceram em El Olimpo.
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