Tapajós. Por Roberto Liebgott.

Por Roberto Liebgott, Cimi Sul – Equipe Porto Alegre.

Rio caudaloso, de vidas em movimento – espíritos, corpos, memórias, ritos
e caminhos ao amanhã.

Rio dos originários filhos da floresta, povos indígenas, ancestralidades mergulhadas em suas águas, velando, sofrendo e resistindo.

Sob as garras da ambição, o Rio padece.
Chora diante de governantes inúteis –
ou servos dóceis dos impérios colonialistas.

Donos das empresas comedoras de terras e florestas, que escravizam, destroem e contaminam a diversidade do ecossistema.

Rio sendo entregue aos predadores de pele branca, estrangeiros sugadores do oxigênio puro, tomadores dos leitos e das margens.

Impõem suas barcaças de commodities – grãos envenenados, minérios saqueados, vidas transformadas em cifras.

O Tapajós precisa de cuidado, está agonizando, mas os povos indígenas estão com ele implorando para serem ouvidos.

A lei manda.
O governo nega.

Porto Alegre (RS), 21 de fevereiro de 2026.

Roberto Antônio Liebgott é Missionário do Conselho Indigenista Missionário/CIMI. Formado em Filosofia e Direito.

 

 

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