Regina Duarte segue Alvim e adota inimigo interno: o “marxismo cultural”

Tese do “marxismo cultural”, defendida pelo ex-secretário de Cultura, Alberto Alvim, demitido após vídeo nazista, foi endossada pela provável substituta na pasta

Imagem: Reprodução

A atriz Regina Duarte, cotada para assumir a Secretaria Especial de Cultura do governo Bolsonaro, postou nesta segunda-feira (27) um vídeo em seu Instagram criticando o que chamou de “marxismo cultural”, o mesmo discurso utilizado anteriormente pelo ex-secretário Roberto Alvim e pelo guru do governo, o escritor Olavo de Carvalho.

No vídeo postado por Regina, o ex-BBB Adriellis Jorge questiona: “Proletariado contra burguesia não existe, o que o marxismo cultural faz? Coloca negros contra brancos, mulheres contra homens, homessexuais contra heterossexuais.”

“É só o que existe hoje, gente que se coloca no lugar de vítima pra massacrar os outros. Isso é marxismo cultural, propagado em boa parte pela indústria cinematográfica e teatral”, diz Jorge.

A atriz, em sua postagem, afirmou que o depoimento do ex-BBB é “bacana, profundo, super real”. O vídeo não mostra, no entanto, que na ocasião em que foi gravado, Jorge foi questionado pelo jornalista Guga Noblat, na Jovem Pan, que afirmou que o “marxismo cultural” é apenas uma teoria da conspiração.

Crítica do PT e apoiadora da direita bolsonarista, Regina considera assumir a Secretaria da Cultura após a exoneração de Roberto Alvim, que postou um discurso em que fazia apologia ao nazismo, neste mês.


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