
Por Roberto Liebgott, Cimi Sul – Equipe Porto Alegre.
Na Região Oeste do Paraná, os migrantes brancos, herdeiros e herdeiras da escravização, usam e abusam da terra, com suas sementes trans modificadas, seus agrotóxicos e as máquinas de destruição acelerada.
Herdaram, não somente um sistema escravocrata, mas toda a sua desumanização, que gerou e gera pros Avá Guarani, originários da região, um ambiente de profunda violência e discriminação.
Mesquinhos, ignorantes, cruéis e dilacerantes, comportam-se como senhores feudais, tratando os Avá Guarani como invasores, indigentes ou marginais.
Lá, os brancos se associam para maltratar os originários de um povo irmão, negando-lhes direitos, paz, água e alimentos e, mais grave, visando, sem escrúpulos, medo ou compaixão, a sua eliminação.
Contam, nesse movimento de desumanização, com políticos, empresários, comerciantes, radialistas e uma boa parcela da população, que se protegem através das polícias, das autoridades locais, bem como as da União.
Os migrantes, com obstinação, tomados pelo ódio, ganância e ambição, atacam os Avá Guarani visando a sua completa extinção.
Os Poderes Públicos, submissos até então, tapam os olhos e ouvidos diante da opressão, mantêm-se distantes, sem esboçar qualquer ato de pacificação.
Covardes que são, atendem aos interesses políticos e mantêm – contra os Avá Guarani – uma cruel perseguição, legitimando, portanto, as violências num ambiente de extrema desumanização.
Não ao marco temporal!
Demarcação Já!
Porto Alegre (RS), 21 de janeiro de 2025.