O sonho como força geradora de fluxo na vida de artistas

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Cultura e arte movimentam mais uma edição do JTT-Manhã Com Dignidade, nesta sexta-feira (13). Estiveram presentes para dialogar sobre as suas trajetórias profissionais os artistas Sérgio Adriano e François Muleka.

A partir da reflexão sobre a tríade: memória, palavra e objeto, o pesquisador e artista visual, Sérgio Adriano relata que até os 25 anos,  não sabia sonhar. Foi um homem criado para responder perguntas. Quando encontrou as artes visuais, conseguiu sair da passividade de somente responder perguntas e então, começa também, questionar. Ele explica: “As perguntas me levaram a verdade, a verdade me levou ao conhecimento, o conhecimento me levou a felicidade, a felicidade me levou ser um artista”.

Inserido num contexto onde marcas racistas ainda são evidenciadas, Sérgio, conta que quando iniciou seu caminho na arte um colega disse que homens da sua cor não faziam sucesso em arte. “Eu resolvi duvidar sobre isso”. Duvidou tanto que já conquistou 20 premiações na área. Ou seja, para ele:

“precisamos aprender a sonhar, acreditar no sonho. Não deixar ninguém te achatar, ninguém roubar o que você tem de melhor dentro de você, que é seu sonho”. 

Hoje, Sérgio Adriano, no seu trabalho, prioriza a discussão de questões sociais. “A sociedade precisa entender e ver o que está acontecendo. Por quê um homem negro pode ser morto num quiosque no RJ? E se fosse um homem branco?”, questiona. Por isso, em sua exposição atual, as fotos estão sem etiquetas para que os detalhes sejam observados.

O artista negro, François Muleka também reflete sua trajetória a partir do sentido dos sonhos. Já com 4 álbuns musicais autorais e exposições, lançou o livro chamado “Precioso”. Ele conta que no trabalho, reúne uma coleção de elementos relacionados a história do corpo, estudos de neurociência e experimentos poéticos.

Muleka, não lembrava que quando criança, sonhava em ser pintor. Foi com o filho brincando com canetas que relembrou. Então, decide realizar a união, explica: “a palavra foi o elemento do meio, entre poesia e artes visuais.

A palavra foi um caminho”.

Assista à entrevista completa abaixo:

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