Nova opção de vacina contra dengue pode ficar disponível neste ano

Por TV Brasil

Por Tamara Freire
Edição Daniel Ito e Patrícia Serrão

Uma nova opção de vacina contra a dengue pode ficar disponível ainda neste ano. E dessa vez, com tecnologia nacional, produzida por uma instituição pública: o Instituto Butantan. Ela protege contra os 4 sorotipos da doença, e teve eficácia de quase 80% nos resultados preliminares da última fase dos estudos clínicos, que envolveu mais de 16 mil pessoas. Além disso, nenhum caso grave de dengue foi registrado entre os voluntários. Os testes da vacina estão sendo finalizados, e a expectativa é que ela seja enviada para aprovação da Anvisa ainda no primeiro semestre, de acordo com a diretora-médica do Butantan, Fernanda Boulos. Geralmente, o aval da agência para o Butantan costuma levar até seis meses.

Outra grande expectativa do instituto para 2024 é a aprovação da primeira vacina do mundo contra a chikungunya. No final do ano passado, o Butantan iniciou o envio do pedido de registro à Anvisa; esse processo deve ser finalizado ainda no primeiro trimestre. Logo, a aprovação é esperada para a segunda metade do ano. Produzida em parceria com uma farmacêutica estrangeira, a vacina demonstrou eficácia de quase 99% e já foi aprovada para uso nos Estados Unidos em pessoas com mais de 18 anos. Fernanda Boulos afirma que após a aprovação, a vacina estará pronta para ser incorporada ao Programa Nacional de Imunizações do SUS . Ela afirma que o Butantan já está preparado para atender à demanda.

O Butantan também está desenvolvendo uma vacina contra o zika vírus, mas ainda em estágio inicial. Portanto, deve levar alguns anos até que ela esteja disponível. Além disso, seguem as pesquisas da Butanvac — a vacina contra o coronavírus, totalmente desenvolvida pelo instituto com a tecnologia de proteína spike. A vantagem é que ela pode ser atualizada com mais facilidade para combater novas cepas do vírus. Atualmente, a pesquisa está na fase dos estudos pré-clínicos, com os testes em animais. Os testes com humanos devem começar no segundo semestre.

O instituto também está se preparando para a possibilidade de uma nova pandemia. Por isso, está desenvolvendo uma vacina contra a gripe aviária, doença que, por enquanto, atinge principalmente aves silvestres, mas teve taxa de mortalidade de mais de 50% nas pessoas infectados. O imunizante também deve ser testado em humanos no segundo semestre. Mas quanto ao desenvolvimento de novas vacinas, Fernanda salienta que o principal foco do Butantan é na produção daquelas que combatem doenças negligenciadas, que não atraem tanto interesse de farmacêuticas privadas. Por isso, o instituto vai começar uma prospecção de novos imunizantes contra doenças tropicais, principalmente as que são mais comuns aqui no Brasil.

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