
Via TeleSur.
Tradução Sofia Andrade
Conforme anunciado pelo presidente da Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie), Leônidas Iza, a mobilização nacional contra o governo de Guillermo Lasso começou na madrugada desta segunda-feira.
Durante a madrugada, as primeiras mobilizações foram confirmadas em várias regiões do Equador com o bloqueio da rodovia que liga as províncias de Pastaza e Napo pela comunidade indígena Kichwa.
A Conaie e demais organizações indígenas esperam que outros setores se unam à mobilização nacional, apesar das ameaças de repressão do governo equatoriano. O líder da confederação indígena, Leônidas Iza, indicou que a medida de força contra o governo de Guillermo Lasso será nacional e indefinida.
Os manifestantes exigem que o governo reduza os preços dos combustíveis, preços justos dos produtos agrícolas, mais emprego e respeito aos direitos trabalhistas. Reivindicam também uma auditoria ambiental, reparação pelo impacto da mineração e extração de petróleo em seus territórios, o respeito à educação intercultural bilíngue e que setores estratégicos do Estado não sejam privatizados.
É também bandeira do movimento um orçamento maior para os setores da educação, saúde, segurança e geração de políticas públicas para conter a onda de violência e crime organizado que mantém o Equador em turbulência.
Leônidas Iza disse que as mobilizações serão territoriais e pacíficas, mas não está descartada a chegada das bases em Quito e a pressão pelo afastamento de Lasso no campo jurídico.
“Se o presidente decidir resolver de maneira imediata, ficaremos calmos. Mas se decidir não nos levar em conta, vai para outros níveis”, alertou o líder indígena.
A Conaie convocou a mobilização depois de esgotadas as instâncias de diálogo em compromissos feitos em 11 de junho, 4 de outubro e 10 de novembro de 2021.
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