Marcha a Gaza, partindo de 37 países, passando pelo Egito, a pé, para quebrar o bloqueio israelense.

Resumen Latinoamericano.- Diante da ameaça iminente de uma fome generalizada, crianças que já morrem de fome e os incessantes bombardeios israelenses que estão massacrando civis na Faixa de Gaza, uma coalizão internacional de sindicatos, movimentos de solidariedade e organizações de direitos humanos anunciou na sexta-feira o lançamento de uma iniciativa chamada “Marcha Global para Gaza”.

Este movimento internacional, “Marcha Global para Gaza”, autodenomina-se um coletivo cidadão apolítico, pacifista e independente, sem filiação partidária, ideologia ou religião. Comitês nacionais foram formados em 37 países.

Os participantes se reunirão no Egito em 12 de junho e marcharão até o posto fronteiriço de Rafah, no norte do Sinai, como parte de uma campanha de uma semana que exige acesso humanitário imediato a Gaza, onde a ajuda está interrompida desde 2 de março.

Saif Abu Kishk, diretor da Coalizão Internacional Contra a Ocupação Israelense, explicou que a “Marcha Global para Gaza” consiste em várias etapas principais, começando com a identificação dos pontos de partida e a coordenação com ativistas locais no terreno.

A segunda etapa consiste em dividir os participantes em grupos, levando em consideração suas diferenças linguísticas e culturais. Os participantes são provenientes de 32 países.

A terceira etapa inclui a chegada ao Cairo, a viagem a El Arish e, posteriormente, a partida a pé para Gaza, apesar da difícil rota pelo deserto. Ele enfatizou que o sofrimento do povo de Gaza, privado de necessidades básicas por mais de 20 meses, é menos importante do que o sofrimento da população.

Esta viagem também inclui a comunicação com as partes interessadas, incluindo as embaixadas e o governo egípcio, para coordenar a cooperação e apoiar os esforços para pôr fim de forma transparente ao genocídio na Palestina.

A marcha terminará com uma manifestação no cruzamento de Rafah, um importante ponto de pressão para exigir a sua abertura e a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza.

Duzentos cidadãos suíços participarão da marcha, segundo relatos da mídia suíça.

Principais objetivos da marcha:

Acabar com o genocídio: pôr fim ao assassinato sistemático de palestinos por Israel e ao uso da fome como arma.

Entregar ajuda urgente: pressionar pela entrada imediata de alimentos, água, medicamentos e combustível em Gaza, especialmente através da passagem de Rafah, onde milhares de caminhões de ajuda humanitária foram bloqueados.

Quebrar o cerco: exigir um corredor humanitário permanente e o levantamento incondicional do bloqueio.

Denunciar os crimes das Forças de Defesa de Israel: mobilizar a sociedade civil global para desafiar o silêncio internacional e pressionar os governos a agir.

Responsabilização: exigir ações legais contra indivíduos e Estados envolvidos em violações do direito internacional.


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