Lançam o Movimento Humaniza SC em resposta à ascensão fascista

Ideli Salvatti. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Hoje (22) à 19h será lançado o Movimento Humaniza Santa Catarina no Auditório Paulo Stuart Wright, nome que homenageia o catarinense torturado e morto pela ditadura militar de 1964, no Plenarinho da Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

Entrevistamos no JTT – A Manhã com Dignidade Ideli Salvatti, militante do PT, ex-ministra chefe da Secretaria de Direitos Humanos, ex-ministra chefe da Secretaria de Relações Institucionais, ex-senadora e ex-deputada.

O lançamento do Movimento tem como objetivo fazer frente à toda violência, autoritarismo, ameaça de golpe que tem ocorrido no nosso estado. Segundo Ideli, os catarinenses não podem assistir a tudo isso sem enfrentamento. Os movimentos golpistas não são espontâneos, pelo contrário, atuam de forma organizada, têm financiamento e articulação. Portanto, a esquerda precisa combater esse movimento de forma organizada.

Segundo Ideli, não podemos fazer um enfrentamento direto àqueles que estão nas ruas pedindo intervenção militar, porque é isso que eles querem. Não é função da sociedade civil barrar os bloqueios de estradas e rodovias, esse é o papel das autoridades que tem o dever de cumprir a lei. O que esses grupos estão fazendo é terrorismo, afronta à direitos constitucionais e violação da Lei de Segurança Nacional.

No mês de junho de 2022 ocorreu um debate em Brasília com a participação do Procurador Geral de Justiça do Ministério Publico de Santa Catarina. O procurador apresentou um trabalho do Ministério Público que identifica mais de 500 células neonazistas em SC com a participação de mais de 10 mil pessoas. A autoridade máxima do Ministério Público catarinense apresentou isso publicamente e somente no dia 23 de outubro de 2022 a primeira célula neonazista foi desbaratada com prisão. Só foram presos por conta da investigação feita pela ameaça de chacina no Instituto Estadual de Educação. Ou seja, segundo Ideli, o procurador geral de SC prevaricou, tendo o mapeamento das células neonazistas nada fez.

Na lista de empresas bloqueadas por Alexandre de Moraes por suspeita de financiar atos antidemocráticos constam apenas nomes de empresários secundários de Mato Grosso do Sul. Obviamente os atos terroristas ocorridos no MS são graves, no entanto, os daqui de Santa Catarina também e não aparecem na lista. Para citar três, os empresários catarinenses Luciano Hang, Fausto, Luiz Henrique Crestani sonegadores que cometem crimes sucessivos e nada acontece contra eles.

É por conta da impunidade que uma das tarefas centrais do Movimento Humaniza Santa Catarina é exigir e pressionar as autoridades para que tomem providências e responsabilizem os culpados pelos crimes. Diz Ideli “se não voltarmos nosso olhos para o que está ocorrendo no nosso estado e as raízes do neonazismo não desvendaremos o que ocorre no Brasil”.

Assista à entrevista completa no link abaixo:

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