O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado o início de “uma grande operação de combate” contra as principais instituições do Irã para “proteger o povo estadunidense através da eliminação da ameaça que representa o regime iraniano”.
A agência de notícias semioficial iraniana Fars noticiou pelo menos três explosões em Teerã, capital do Irã. Outros meios oficiais, como a agência de notícias IRNA, afirmaram — citando correspondentes no local — que o centro da cidade ficou envolto em densas colunas de fumaça.
A campanha israelo-estadunidense de ataques contra o Irã vinha sendo preparada há várias semanas. Trump havia concentrado no Oriente Médio um despliegue de capacidades aeronavais semelhante ao visto durante a guerra do Iraque. Ao mesmo tempo, Israel havia buscado o boicote das negociações nucleares entre Washington e Teerã, insistindo que era necessária uma rendição de facto do Irã.
Durante as negociações, Israel pretendia que os iranianos renunciassem não apenas ao programa nuclear (tanto civil quanto militar), mas também ao seu programa de mísseis balísticos. Essa ferramenta havia sido fundamental na guerra de 2025, causando danos ao solo israelense e conseguindo saturar repetidamente o sistema de defesa antiaérea israelense. Além disso, Tel Aviv exigia que o Irã cortasse seus laços com seus aliados do Eixo da Resistência na região (Hamas, Hezbollah, os houthis do Iêmen…).
O primeiro anúncio veio do ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, que informou na madrugada deste sábado sobre um “ataque preventivo para eliminar as ameaças ao Estado de Israel”, antes de declarar “estado de emergência especial” em todo o país, de acordo com um comunicado emitido pelo Ministério da Defesa de Israel.
As Forças de Defesa de Israel ativaram os alarmes em todo o país para alertar a população a permanecer perto dos abrigos antiaéreos diante de uma possível resposta do Irã. “Como resultado, são esperados ataques com mísseis e aeronaves não tripuladas contra Israel e sua população civil no futuro próximo”, diz a nota do Ministério hebraico.
“Este é um alerta proativo para preparar o público para a possibilidade de lançamento de mísseis contra o Estado de Israel”, explicou o Exército hebraico em uma publicação nas redes sociais, na qual anunciou que, a partir das 8h (hora local), “serão feitas mudanças imediatas nas Diretrizes do Comando da Frente Interna”, incluindo a “proibição de atividades educacionais, reuniões e locais de trabalho, exceto os setores essenciais”.
Além disso, o Ministério dos Transportes israelense anunciou o cancelamento de todos os voos e o fechamento de seu espaço aéreo, de acordo com o jornal Times of Israel (TOI). Paralelamente, as autoridades hebraicas solicitaram à população que não se dirija aos aeroportos “até novo aviso” e instaram aqueles que se encontram no exterior a se manterem informados sobre a situação através dos canais oficiais.
O espaço aéreo, acrescentaram, será reaberto quando as condições de segurança o permitirem e será estabelecido um aviso com 24 horas de antecedência.
Descubra mais sobre Desacato
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.





